terça-feira, 29 de janeiro de 2008
POETA MINEIRO
GINNA GAIOTTI
Desejos..
Seu amor me fez reviver...
Atiçastes em mim
Um fogo intenso!
Lembranças suaves
Me conduzem ao prazer!...
Liberto da m'alma o desejo contido
E fantasias guardadas em segredo;
A luxúria e o sexo esquecido
Desperta agora tesão e o
Dragão adormecido!
Carícias guardadas voltam...
Beijos e toques que se trocam,
Sensações que na pele afloram,
Lábios quentes que se colam,
Seios que te chamam irados
Ansiando por serem tocados...
Corpos colados,
Juntos, um ao outro
Num só, entrelaçados...
Palavras doces...
E o gozo louco rompe
Em desatino!...
Sensações ao vento,
Desvairado sentimento!
Me sinto bela,
Liberta e plena
Para esse momento!
(Ginna Gaiotti)
Divinos pés
Embora o mundo nos pareça difícil,
Mesmo assim chega ser muito legal.
Pense todos nós gostando das magrinhas,
Que seriam então das gordinhas afinal.
Eu tenho uma predileção por gordinhas,
Quando o assunto tratado é a mulher.
Gosto de apreciar também as magrinhas,
Mas aprecio uma gordinha de bonitos pés.
Por gostar e deles haver me lembrado,
Entre os homens faço parte da exceção.
Tive um dia o maior orgasmo do mundo,
Acariciando e beijando dois pés com emoção.
Eram pequenos sedosos e lindos,
Perfumados, macios e encantadores.
Pareciam duas plumas ao tocar meus lábios,
Jamais pude esquecê-los entre todos os meus amores.
Suas unhas pareciam pérolas brilhantes,
Pela fina base que faziam-nas realçar.
Tratadas com o maior carinho do mundo,
Para assim poderem me conquistar.
Gostaria que Deus um dia me permitisse,
Aqueles pés novamente encontrar.
Foi a noite de amor mais linda que tive,
Consegui por dois pés me apaixonar.
(Antônio Antunes Almeida)
Tuas mãos
Seios...
Seios pequenos, discretos,
Seios rebeldes, erectos,
Feitos desejos secretos.
Seios redondos e quentes,
Seios desnudos, frementes,
Colos d'amor, exigentes.
Seios luxúria, vibrantes,
Seios gulosos, de amantes,
Dons de paixões escaldantes.
Seios crescidos, maduros,
Seios pujantes, seguros,
Sons de silêncios impuros.
Seios enormes, caídos,
Seios vazios erguidos,
Resto de tempos vividos.
(Poema de Vitor Cintra)
ENTRE AMIGOS
Amizade
É o raio de sol quando tudo é tempestade.
Você sempre está lá quando eu chamo
e se mostra feliz por poder ajudar.
E toda vez que eu precisar
"não há problema", você me dirá.
Por isso, eu quero que você
procure por mim quando precisar.
E espero que eu seja o que você tem sido para mim,
porque esse é o sentido da palavra "amizade".
Confiança, carinho e compreensão sem fim.
Agradeço a você por sua amizade tão especial,
e por me fazer sentir que sou alguém
com quem você se importa!
(Walter Cintra)
OLDNEY LOPES
OLDNEY LOPES
POESIA NA INTERNET
Brota do íntimo do coração
Nascente dos mais puros sentimentos
Ventre poético da inspiração
Um verso novo, em pleno nascimento.
Já feito agora córrego sereno
Desliza experimentando sensações
E vai ao cérebro onde em gozo pleno
Transforma-se em palavras e expressões
No movimento mágico dos dedos
Escoa por vertentes eletrônicas
Dos toques no teclado são enredos,
Idéias a pulsarem, ultra-sônicas.
Agora é rio, caudaloso e ágil,
De letras, versos, estrofes em bytes
Na mídia, a um tempo poderosa e frágil
Recebe a luz na vastidão dos sites
Espalha-se na rede, já é mar
Inunda a net em ágeis movimentos
Surge nos monitores, a brilhar
Toma a amplidão do espaço, corta os ventos
E ao penetrar nos olhos dos leitores
Em movimento análogo e inverso
Verte do cérebro, escoa os teores,
Deságua ao coração, formando versos!
Oldney Lopes ©
GINNA GAIOTTI
ALGUÉM...
Eu só queria ter a certeza de que,
apesar das minhas renúncias,
das minhas oscilações de humor,
das minhas lágrimas, do meu sorriso,
do bom senso e das loucas contradições;
alguém me valoriza pelo que sou,
não pelo que tenho.
Que me veja como um ser humano que,
apesar de defeituoso, completo.
Que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona, chegando as vezes,
a acreditar neles...
Que apesar dos sofridos anos vividos,
ainda não conseguiu se desfazerda ingenuidade
- tão incompreendida,ridicularizada... criticada...
Que esse alguém, valorize o que realmente importa:
Que é meu SENTIMENTO.
E não brinque com ele!...
Que esse alguém me peça para que eu nunca mude,
para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre
EU MESMA.
(Aut:Ginna Gaiotti) -REGISTRADA-
GINNA GAIOTTI
AMIGAS
Dor?
Por que só escrevo a DOR?
Porque é com ela que vivo!
É ela quem guarda
meus segredos
e ri de mim quando choro!...
Companheira inseparável e fiel...
Nunca me abandona!
FELICIDADE?
É-me desconhecida...
Nunca fui apresentada a ela.
Houve uma época que a procurei,
cheguei a pensar que a tinha encontrado...
Enganei-me.
Ela não gosta de mim.
Resolvi desistir, ignorá-la.
Não preciso dela...
Também tenho como amiga a
SOLIDÃO!...
Essa sim...
Acompanha-me noite e dia
e nunca me deixa só...
Dor e Solidão...
Amigas cúmplices e fiéis!
E assim vivo.
Caminho por
essa vida dorida e insípida,
acompanhada...
Acompanhada por elas!...
(Aut:Ginna Gaiotti)
GINNA GAIOTTI
Dá-me lírios, lírios, e rosas também.
Crisântemos, dálias, violetas e os girassóis
acima de todas as flores...
Mas por mais rosas e lírios que me dês,
eu nunca acharei que a vida é bastante
Faltar-me-á sempre qualquer coisa.
Minha dor é inútil como uma gaiola numa terra
onde não há aves.
E minha dor é silenciosa e triste como a parte
da praia onde o mar não chega.
(Álvaro de Campos)
Jenário de Fátima
DesforraSe despertar o interesse de alguém
Apenas só pra engrandecer o ego
E depois o olhar tornar-se cego
A quem por certo só vai querer bemSe dizer um “eu te amo” tão porem
Pra das palavras fazer-se emprego,
De um falso querer, de um falso apego
De uma tola ilusão e mais nada alemQuando se age assim desta maneira,
-E somente estupidez a isso chama
-Se esconde entremeio a brincadeiraAlgo bem pior do que se pensa;
- Pois ao não ter pra si quem tanto ama
Na dor que vem dos outros se compensa...
(Jenario de Fátima)
FINAL DE TARDE
Olá meu bem vamos sair
Caminhar de mãos dadas
Num belo parque da cidade
Aproveitarmos o entardecer
Nos dois e o sol e a brisa...
Traz na cabeça uma fita azul
Que eu desenlaço com cuidado
Enquanto o vento num suspirar
Com seus cabelos faz um bailado
E eu te abandono por um minuto
Olhando a fonte a regar o lago
E quando volto beijo roubado...
Trago sorvetes e chocolates
A tarde foge no por do sol
A brisa fria te trás pra mim
Um abraço forte um beijo sem fim
Amor banhado pelo arrebol...
(Robert Portoquá)
POETA MINEIRO
SONETO
SEM VOCÊ...
Mil versos cantarei, se preciso for,
Aos quatro cantos, teu nome gritarei,
És a razão da minha vida, meu amor,
Sem ti é um vazio, não mais viverei,
Tudo perde a graça, nem a luz do luar,
A luz, o escuro se torna, cego estou,
És o fulgor, minha vida encantar,
Oh! Amada minha, volte, por favor.
Choro sempre tua falta, noite e dia,
Lagrimas já não tenho, para enxugar,
Penso em você ao meu lado, que bom seria,
Reviver o tempo; beija-la e amar,
Sentir teu corpo ardente, até faria,
Loucuras de amor em qualquer lugar.
(Autor: Poeta Mineiro)
Daqui a alguns anos você estará
mais arrependido pelas coisas que
não fez do que pelas que fez.
Então solte as amarras.
Afaste-se do porto seguro.
Agarre o vento em suas velas.
Explore.
Sonhe.
Descubra.
(Mark Twain)
GINNA GAIOTTI
Desejo de Regresso
Deixai-me nascer de novo,
nunca mais em terra estranha,
mas no meio do meu povo,
com meu céu, minha montanha,
meu mar e minha família.
E que na minha memória
fique esta vida bem viva,
para contar minha história
de mendiga e de cativa
e meus suspiros de exílio.
Porque há doçura e beleza
na amargura atravessada,
e eu quero memória acesa
depois da angústia apagada.
Com que afeição me remiro!
Marinheiro de regresso
com seu barco posto a fundo,
ás vezes quase me esqueço
que foi verdade neste mundo.
(Ou talvez fosse mentira...)
(Cecília Meireles)
REMORSO
Às vezes uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que esperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
(Olavo Bilac)








































p>





.png)







