sábado, 23 de fevereiro de 2008

LUTO pelo Professor Jeancarlo Mallmann Paz




Prece.
- Onipotente Deus, que a tua misericórdia se derrame sobre a alma de Jeancarlo Mallmann Paz, a quem acabaste de chamar da Terra. Possam ser-lhe contadas as provas que aqui sofreu, bem como ter suavizadas e encurtadas as penas que ainda haja de suportar na Espiritualidade!
Bons Espíritos que o viestes receber e tu, particularmente, seu anjo guardião, ajudai-o a despojar-se da matéria; dai-lhe luz e a consciência de si mesmo, a fim de que saia presto da perturbação inerente à passagem da vida corpórea para a vida espiritual. inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de obter permissão para as reparar, a fim de acelerar o seu avanço rumo à vida eterna bem-aventurada.
Jeancarlo Mallmann Paz , acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto, presente aqui te achas entre nós; tu nos vês e ouves, por isso que de menos do que havia, entre ti e nós, só há o corpo perecível que vens de abandonar e que em breve estará reduzido a pó.
Despiste o envoltório grosseiro, sujeito a vicissitudes e à morte, e conservaste apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vives pelo corpo; vives da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a Humanidade.
Já não tens diante de ti o véu que às nossas vistas oculta os esplendores da vida no Além. Podes, doravante, contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.
Vais, em plena liberdade, percorrer o espaço e visitar os mundos, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, à qual se conserva preso o nosso corpo material, semelhante, para nós, a pesado fardo.
Diante de ti, vai desenrolar-se o panorama do Infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderás a vacuidade dos nossos desejos terrestres, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto se deleitam.
A morte, para os homens, mais não é do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem assim os deveres que nos correm neste mundo, acompanhar-te-emos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam.
Não podemos ir onde te achas, mas tu podes vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que tu amaste; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza-lhes os pesares, fazendo-lhes perceber, pelo pensamento, que és mais ditoso agora e dando-lhes a consoladora certeza de que um dia estareis todos reunidos num mundo melhor.
Nesse, onde te encontras, devem extinguir-se todos os ressentimentos. Que a eles, daqui em diante, sejas inacessível, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto, aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenhas cometido para com eles.
Fica com Deus MEU AMIGO!!!!



LYA PORTO

LYA PORTO

LYA PORTO

Acróstico - ESTEBANEZ

LETÍCIA STERN

LETÍCIA STERN

LETÍCIA STERN

BRAHYAN

BRAHYAN

ZAIRA

SAVITTO


A HORA DA ESTRELA

A hora da estrela.
A hora de Clarice.
A hora de Macabéa
no Olimpo.
do delírio,
do sonho,
da fantasia.
Hora de contar as horas
com conta-gotas.
Hora com emergência.
Com muito luxo.
É hora precisa.
Hora do encanto.
Hora do desencanto.
Hora de dormir.
Hora do encontro.
Hora fatal.
Do início.
Do fim.
(Edilmar Amaral)

JURIA

NA LUZ DO BEIJA-FLOR


Quero pedir licença
para falar-te
Enquanto teus versos
Eu leio
Por um momento penso
Estou diante de mim ou de ti?
Leio-te ou me vejo?
E o que leio sou eu ou és tu, Poeta?
Quem escreveu esses versos?
Quem sentiu essa emoção?
Quem traduziu do coração?
Será que te leio em mim?
Será que em mim te lês
Aqui?
(ZILMA DAMASCENO)

CELUZA

Abandonada

As palavras estão me abandonando
Parecem estar secando
Parecem estar encurraladas
Mas como pode?
Se o pranto é forte
O sentimento é profundo
Como posso ficar assim?
Abandonada pela expressão
E deixar o sentimento aprisionado
Enclausurado
As palavras...
Únicas a poderem
Me arrebatar desse deserto
(Vânia Soares)

Tela perfeita

Quisera eu ter
as mais belas palavras da terra
e ser Poeta.
O mais puro amor no coração
e ser criança.
Quisera eu ter
todas as notas musicais
e fazer a mais linda canção do tempo
Quisera eu ter
o mais claro brilho do luar
e a estrela mais distante
para dar-te.
A ti,
que renasceu em mimo desejo de possui-los.
(Zilma Damasceno)

A Rendeirinha

A rendeirinha
cedo começa a tear,
formando a renda
com fios da vida.
Na sua meninice,
aos poucos percebe
que em cada ponto
junta contas variadas
uma a uma, com o brilho
dos cristais mais delicados.
Feliz,sabe-se responsável
até o fim do seu tecer.
E depois...sabe que em outro tear
continuará a tecer!
(Vânia Soares)

Borboleta

Qual casulo quase seco
que parece padecer,
sou assim neste momento,
esperando envelhecer.
Estou presa às lembranças
de um passado bem distante.
Ouço o vento que balança
minha vida, qual gigante.
Estou sozinha no casulo
respeitando a natureza,
qual lagarta solidária
que ama a vida,
com certeza.
Ao final de cada ciclo
e um passado bem distante,
ganho asas coloridas
e a vida sigo adiante.
(Neida Rocha)

ESTRELA DO AMANHÃ


Náufrago,
só vejo tua luz.
Tal qual sereia,
és feitiço.
Estrela da manhã
ou do amanhã?
Triste se faltares,
sol se iluminares,
vênus se possuíres,
guia se quizeres.
(Luiz Pacheco)

Inspiração

A pena da caneta
várias vezes
engasga-se
com as palavras
não as deixando fluir.
O poeta
atônito fica
a pensar
que sua Inspiração
fugiu
para a morada das Musas,
deixando-o vazio,
sem versos a parir,
sem versos a brotar.
Mas,se poeta,
realmente for,
ela não o abandona,
só descansa,
revitaliza-o
para voltar
pleno de idéias
com vontade
de novos versos fazer,
de novos versos
com a tinta da pena pintar.
(Edilmar Amaral)

Quanto custa viver

Nada vale
quão
vale a vida.


Encanta-me uma sereia
Eco de um outro tempo
Feliz.
Sereias não as há,
Serei assim tão louco
Canta a mulher amada


Nas tuas fotos mergulho
Nas funduras do desamor
Um tempo tanto que morro


Esquizofrenia vívida. Eu
Vejo-me outro. Desabado.
Um retrato parado. Morto!


Estás lindíssima nele
quase tanto quanto és
quando me amas feliz


Não me encontro nelas
Dizias que me amavas
Beijo frio, olhar parado


É tão profundo o azul
E quanto custa viver.
(Adroaldo Bauer)

Ver de coração


Sim
e por quê não?
Estou envelhecendo.
Mais de meio século
uma boa avançada.
A marca
é a prata nos cabelos
que ainda teimo,
em por enquanto,
disfarçá-los.
No rosto, paisagem menina
E marcas de sentimentos.
Sofrimentos.
Amei, amei, amei.
Se fui amada,
até hoje não sei.
Árvore, não plantei.
Plantei dois filhose hoje colho um neto,
delicioso como um jambo.
Desatei-me de um laço
que me apertava
E não me sinto só.
Penso na velhice, tão ali.
Talvez a próxima esquina.
Toda casa pequena
para mim é grande.
Pois meus filhos correm
de casa
e não pela casa.
Os amores agora, são outros.
Abraços n'outros,
beijos n'outros
alegria com outros.
Companhia de outros.
Ah, isso sim, me faz em paz.
Mas meu prazer é
essa fábrica de palavras
que vestem sentimentos
de um longo caminho
de um verde coração.
(Zilma Damasceno)

ANJOS



Infelizmente a história sobre os anjos é curta. Os gregos os chamavam de DAIMONES (gênio, anjo, ser sobrenatural). A palavra anjo vem do termo grego angelos que significa "Mensageiro". Os egípcios os explicaram amplamente e com detalhes, mas tudo foi perdido, queimado na época da ascensão do cristianismo primitivo do Ocidente. Hoje, o pouco que nos resta deriva dos estudos cabalísticos desenvolvidos pelos judeus, que foram os primeiro a acreditar nesta energia. O mundo cabalístico é dividido em quatro hierarquias energéticas: emanação, criação, formação e ação.Emanação é o centro de todas as energias. Criação é o tempo e o espaço. Formação é o mundo das espécies, das coisas concretas que têm forma definida. Ação é a força pela qual cada individualidade criada, age e manifesta vida. A Formação é a categoria da qual o mundo angelical faz parte.A palavra hebraica para anjo é Malakl, que significa "Mensageiro". As primeiras descrições sobre anjos apareceram no Antigo Testamento. A menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, há mais de 4.000 a.C..
Em 787 d.C. definiu-se dogma somente em relação aos arcanjos: Miguel, Uriel, Gabriel e Rafael. A auréola que circunda a cabeça dos anjos é de origem oriental. Nimbo (do latim nimbus), é o nome dado ao disco ou aura parcial que emana da cabeça das divindades. No Egito, a aura da cabeça foi atribuída ao deus solar Rá e mais tarde na Grécia ao deus Apolo. Na iconografia cristã, o nimbo ou diadema é um reflexo da glória celeste e sua origem ou lar, o céu. As asas e halos apareceram no século I. As asas representam a rapidez com que os anjos se locomovem. Os escritos essênios, fraternidade da qual Jesus fazia parte, estão repletos de referências angelicais. No Novo Testamento, anjos apareceram nos momentos marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e ressurreição. Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metatron.Alguns estudos aceitam possibilidade dos três Reis Magos serem Anjos materializados. Melchior (Rei da Luz), Baltazar (Rei do Ouro, guardião do tesouro, do incenso e da paz profunda) e Gaspar (o etíope, que entregou a mirra contra a corrupção). Maria ainda trazia Jesus no ventre, quando foi levada por José para o Egito. Jesus admirava a ciência deste país e isto talvez, aliado ao trabalho de carpinteiro, justifique o cristianismo primitivo, repleto de signos e parábolas. A tradição católica dividiu os anjos em três grandes hierarquias, subdivididas cada uma em três companhias:
Serafins, que personificam a caridade divina e a inteligência.
Querubins, que refletem a sabedoria divina, aliada ao temperamento jovial.
Tronos, que proclamam a grandeza divina através da música.
Dominações, que têm o governo geral do universo.
Potências, que protegem as leis do mundo físico e moral, além de preservar a procriação dos animais.
Virtudes, que promovem prodígios e os milagres da cura.
Principados, responsáveis pelos reinos, estados e países, preservando também a fauna e a flora, os cristais e as riquezas da terra.
Arcanjos, responsáveis pela transmissão de mensagens importantes e pela defesa dos países, pais ou da família.
Anjos, que cuidam da segurança dos indivíduos no corpo físico.
Cada uma das hierarquias angelicais é regida por um príncipe e tem correspondência com uma letra do alfabeto hebraico:
Aleph, corresponde aos Serafins e o Príncipe é Metatron.
Beth, corresponde aos Querubins e o Príncipe é Raziel.
Ghimel, corresponde aos Tronos e o Príncipe é Tsaphkiel.
Daleth, corresponde às Dominações e o Príncipe é Tsadkiel.
He, corresponde às potências e o Príncipe é Camael.
Vau, corresponde às Virtudes e o Príncipe é Raphael.
Zain, corresponde aos Principados e o Príncipe é Haniel.
Heth, corresponde aos Arcanjos e o Príncipe é Mikael.
Teth, corresponde aos Anjos e o Príncipe é Gabriel.
Porque as pessoas acreditam em anjos? Eles estão em todas as religiões, são seres iluminados e não levam em conta os registros de nossos atos negativos, portanto não perdoam, já que não cabe a eles julgar.
Os anjos nunca nos abandonam, não têm necessidade de se refazer através do sono e não sofrem os efeitos do tempo.

NITHAEL




54º Gênio -
NITHAEL (12/Mai - 24/Jul - 05/Out - 17/Dez - 28-29/Fev)
SALMO 102

Este anjo ajuda a obter a misericórdia de Deus e a longevidade. Protege os chefes de Estado, os presidente, os monarcas, os príncipes e todas as pessoas que se dedicam sua vida à religiosidade e à caridade. Quem nasce sob esta influência terá grande reputação. Será a personificação do bem, da ordem, da justiça e da legalidade. Com personalidade forte, grande autoridade e prestígio, centralizará as funções angelicais na Terra. Defenderá com entusiasmo o bem contra o mal e será discreto quando fizer julgamentos ou oferecer orientação espiritualista. Profissionalmente, terá tendência a se tornar um alto dignatário religioso, advogado ou um grande médico. Terá possibilidade de ser um artista de renome que marcará época.
P.S.: Este é o meu Anjo...nasci em 12/05




Se aprendes a escolher perceberás que é a tua vontade que cria o teu estado interno e externo.

Se estiveres consciente disso, usarás tua vontade a favor de ti mesmo,

pois ela tem o poder de restaurar-te em segundos, se assim permitires;

mas, também, pode destruir-te, sem piedade, se não estiveres vigilante.

Mergulha mais fundo dentro de ti, para que sintas o quanto é importante que estabeleças ordem em tua Casa.

Esta resolução está em teu poder.

Trabalha um pouco mais com a tua vontade e entrega o teu ser inteiramente a tua intuição, a tua intenção de crescer;de propiciar-te momentos de amor e compreensão.

Sê paciente contigo mesmo e aceita este sentimento dentro de ti como se teu ser inteiro estivesse inspirando o perfume de uma flor.E, na realidade, estás sendo perfumado com as essências divinas que brotam da tua decisão de ser feliz. (AD)




Sementes de Felicidade

Você é mais capaz do que pensa ser.

Seu poder de realização pode revolucionar situações

e operar profundas transformações no meio em que vive.

Bem pensando e agindo, a força infinita de Deus se plenifica em você.
( Lourival Lopes)

A AMIZADE REAL

A AMIZADE REAL

Um homem que amontoara sabedoria, além da riqueza, auxiliava diversas famílias a se manterem com dignidade.
Sentindo-se envelhecer, chamou o filho para instruí-lo na mesma estrada de bênçãos.
Para começar, pediu ao moço que fosse até o lar de um amigo de muitos anos, a quem destinava 300 reais mensais.
O jovem viajou alguns quilômetros e encontrou a casa indicada. Esperava encontrar um casebre em ruínas mas o que viu foi uma casa modesta, mas confortável.
Flores alegravam o jardim e perfumavam o ambiente. O amigo de seu pai o recebeu com alegria. Depois de inteligente palestra, serviu-lhe um café gostoso.
Apresentou-lhe os filhos que se envolviam num halo de saúde e contentamento.
Reparando a fartura, o portador regressou ao lar sem entregar o dinheiro.
Para quê? Aquele homem não era um pedinte. Não parecia ter problemas. E foi isso mesmo que disse ao velho pai, de retorno ao próprio lar.
O pai, contudo, depois de ouvir com calma, retirou mais dinheiro do cofre, dobrou a quantia e disse ao filho:
“Você fez muito bem em retornar sem nada entregar. Não sabia que o meu amigo estava com tantos compromissos. Volte à residência dele e em vez de trezentos, entregue-lhe seiscentos reais, em meu nome. De agora em diante, é o que lhe destinarei. A sua nova situação reclama recursos duplicados.”
O rapaz relutou. Aquela pessoa não estava em posição miserável. Seu lar tinha tanto conforto quanto o deles.
“Alegro-me em saber”, falou o velho pai. “Quem socorre o amigo apenas nos dias do infortúnio, pode exercer a piedade que humilha, em vez do amor que santifica.
Quem espera o dia do sofrimento para prestar favor, poderá eventualmente encontrar silêncio e morte, perdendo a oportunidade de ser útil.
Não devemos esperar que o irmão de jornada se converta em mendigo a fim de socorrê-lo.
Isso representaria crueldade e dureza de nossa parte.
Todos podem consolar a miséria e partilhar aflições. Raros aprendem a acentuar a alegria dos seres amados, multiplicando-a para eles, sem egoísmo e nem inveja no coração.
O amigo verdadeiro sabe fazer tudo isto. Volte pois e atenda ao meu conselho.
Nunca desejei improvisar necessitados em torno da nossa porta e sim criar companheiros para sempre.”
Entendendo a preciosa lição, o rapaz foi e cumpriu tudo o que lhe havia determinado seu pai.
* * *
O verdadeiro amigo é aquele que sabe se alegrar com todas as conquistas.
Se ampara na hora da dor e da luta, também sabe sorrir e partilhar alegrias.
O amigo se faz presente nas datas significativas e deixa seu abraço como doação de si próprio ao outro.
Incentiva sempre. Sabe calar e falar no momento oportuno.
Pode estar muito distante, mas sua presença sempre perto.
O verdadeiro amigo é uma bênção dos céus aos seres na Terra.
(Redação do Momento Espírita com base no cap. 18 do livro Alvorada cristã, pelo Espírito Néio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.Em 03.01.2008.)

Silêncio

Ouve e cala; o silêncio é sempre douro.
Confia e roga a deus em tua prece.
Cumpre! Obedecer não é desdouro.
Antes te leve, exalta e te engrandece !

O livro da existência é um tesouro,
Que a Divindade ao homem oferece,
E que seu ensinamento imorredouro
Em cada vida mais se roibustece !

Quem vive aprende; mas é necessário
Compreender o sentido extraordinário
Que cada lição sempre oferece.

Estuda-a bem, tudo nela se aproveita.
Aprende, e o meu conselho aceita:
- Ouve, cala, confia e obedece !

Graças a Deus.
(Vicente)


Em Busca do Amor

Pelas celestes áreas caminhando,
Bondosa alma via, preocupada,
Que o homem vai na Terra deturpando
O que Jesus pregou em sua jornada.

Amor não há; é coisa do passado,
Que o homem nega sem saber porquê.
E continua, corre, desvairado,
Sem perceber que o cristo tudo v~e.

descansa, homem, volve-te a ti mesmo !
Age com amor, não caminhes a esmo.
A vida é luz, é paz, é caridade.

Obra és de Deus para a Eternidade.
Prossegue, pois, em busca do Amor,
Que é Lei suprema, disse o redentor.

Graças a Deus
( Vicente)

Desperta, Homem Brasileiro

Desperta, homem Brasileiro !!
Já pensaste para que serve este Cruzeiro
Que Fulgura no céu do teu Brasil?
Será somente para torná-lo mais anil ?!

Para que na noite escura brilhe intensamente
Chamando a atenção de tanta gente?
Não brasileiro ! Ele te lembra a Cruz.
Lembrando a Cruz, te lembra Jesus.

Coloca o teu coração sobre a Cruz.
Vibra com ela na magnimidade da sua Luz.
Torna o teu coração mais sutil, mais caridoso
Para que o Brasil se torne novo, deixe de ser idoso.

Avança, povo deste imenso torrão !
Levanta a tua voz na ajuda a teu irmão !
Dedica tua vida à caridade
Pois esta Pátria terá de ajudar à Humanidade.

Esta constelação será o luzeiro
Que encaminhará para este celeiro
Aqueles que virão em busca do auxílio
deste luminoso e evangelizado exílio.

Graças a Deus
(Augusto de Lima)

A Chama da Cabana

Quisera ser fiel signatário
De versos mil, neste Cinquentenário,
Que da cabana contassem a sua história,
Sem momentos tristes, dias só de glória.

Audaz quimera! Sonho, fantasia
Que a própria vida, em tese, contraria,
Porque não pode ser sem sofrimento
Aliviar das Almas seu tormento.

Se alguém sofre, sofres também, Cabana.
Tu que do amor fizeste a chama
Para aquecer na vida os deserdados

Que o desamor dos homens fez desgraçados.
Do Cristo recebendo excelso patrimônio,
Que tu assim prossigas, Cabana de Antônio.

Graças a Deus

( Vicente)

A Borboleta


Os meninos Antonio e Maria, no jardim brincavam
Naquele dia esplêndido e radiante de primavera
Com gritos alegres se perseguiam e no chão rolavam.

A mãe, da cozinha os vigiava satisfeita e bem contente
Por ver os dois rebentos felizes a brincar sem brigas
Sob o forte e estafante calor do sol resplandecente.

De repente, uma linda borboleta de asas coloridas
Aparece no jardim e, entre as lindas flores volteia
perseguida pelos dois, que intensificam as corridas.

Pega, pega, agarra...eles soltam alaridos, bem agitados
Cuidado maria! Olha Toni! Atenção para não machucá-la
E continuam correndo e gritando como dois endiabrados.

A Borboleta, não está assustada e, entre as belas flores
Segue volteando! beija uma rosa aqui e um cravo acolá
Abrindo e fechando as asas. Faceira mostra as suas cores.

Imitando o vôo da borboleta com os braços abertos
E radiante de felicidade, continuam a soltar gritos
mal adivinhando o fim triste daqueles alegres festos.

De fato, com a velocidade dum raio, sobre a borboleta caiu
Um enorme pássaro preto que dela, fez um suculento pasto...
Aos gritos eles chamaram: -Mãe, mãe!...O malvado a coitada engoliu.

(Enzo Campanella)

Meu Signo Cigano - Signo da Coroa

Signo da Coroa

Período: de 21 de abril a 20 de maio
Signo Zodiacal: Touro

Signo Chinês: Serpente
Metal regente: Cobre
Perfume: Rosa
Dia da Sorte: Sexta-feira
Pedras: Safira Azul e/ou Esmeralda
Cores: Verde claro e Rosa

Fonte.: http://www.salves.com.br/regypmemenu.html

Teste de Personalidade (Assim sou Eu)


Independente
Incomum
Livre de amarras
P.S.: Fiz o teste e deu certo......
Teste de Personalidade de Ulla Zang:
Um teste fácil e completo para determinar as variáveis psicológicas junguianas.

EU TE ESPERAVA


Colhi as flores mais belas,
mais singelas.
Enfeitei meus cabelos
E o doce perfume
Envolveu minha alma.

Eu te esperava.
Me vesti de leves brumas,
Diáfanas e cintilantes,
Como os raios de sol.
Me senti feliz.

Eu te esperava.
A noite desceu e as estrelas,
Entontecidas pela festa de luz,
com a presença de lua,
prateando riachos e jardins,
me senti ainda inebriada de sonhos.

Eu te esperava.
Mas as flores secaram,
Mucharam,
Perderam a fragrância,
O doce odor.
Ouvi então o ruído rápido
De sua carruagem de sol.
Mas já era noite,
Me disseste, vem.
Mas já era tarde demais,
Já não havia festa.
A festa era dos astros,
Era tarde demais.

A festa já não estava
Em meus olhos,
Nem eu afagava sonhos.
Demorastes demais.
Era muito tarde
(Cotovia Triste)

NO CAMINHO TERRESTRE


Espírito reencarnando
No corpo que te contém,
Ante as provas necessárias,
Espera fazendo o bem.

Se aguardas tranqüilidade
Na luta que te advém,
Em qualquer lance da estrada,
Espera fazendo o bem.

Exerces muitos encargos,
Sem apoio de ninguém...
Não te queixes nem reclames,
Espera fazendo o bem.

Sobre a tarefa em que vives,
Muita pedra sobrevém,
Sê fiel à obrigação,
Espera fazendo o bem.

Calúnia veio ferir-te
Sem que se saiba de quem,
Não somes forças das trevas,
Espera fazendo o bem.

Padeces desilusão,
Sarcasmo, insulto, desdém...
Não permutes mal com mal,
Espera fazendo o bem.

Lamenta pesares, golpes,
Choras o escárnio de alguém,
Tristeza não edifica,
Espera fazendo o bem.

Alguém te falou com mágoa
Do lodo que o mundo tem,
Contempla o céu, fita o sol...
Espera fazendo o bem.

Se queres felicidade
Na terra e no mais além,
Não te afastes do serviço,
Espera fazendo o bem.

DEUS é Pai justo e Perfeito,
Dá tudo, nada retém,
Se anseias vida mais alta,
Espera fazendo o bem.



(Casimiro Cunha - Mensagem recebida pelo médium FCX. Em reunião pública do lar Espírita de Lázaro, na noite de 28.11.67, em Uberaba – Minas Gerais.)


CARTA AS MÃES


Minha irmã, se Deus te deu.
A luz da maternidade,
Deu-te a tarefa divina
Da renúncia e da bondade.

Busca imitar no caminho
A Rosa de Nazaré,
Irradiando o perfume
De amor, de humildade e fé.

Lembra sempre em tua estrada,
Que a paz de tua missão
É feita dessa ternura
Que nasce do coração.

Contempla em cada filhinho
Um luminoso sorriso
Da alegria dolorosa
Que te leva ao paraíso.

Porque, ser mãe, minha irmã,
É ser prazer sobre as dores,
É ser luz, embora a estrada.
Tenha sombras e amargores.

Ser mãe é ser a energia
Que domina os escarcéus,
É ser nas mágoas da Terra
Um sacrifício dos céus.

Pensa nisso e não duvides
Da grande misericórdia,
Que te deu na senda escura
A lâmpada da concórdia.

Ouve ainda. Tem cuidado
Com o teu próprio coração.
Não deixes que se transforme
O teu amor em paixão.

Muita vez, a mãe terrestre.
Em vez de salvar, condena,
Porque do amor que redime
Faz a paixão que envenena.

Há muitas mães nos Espaços
Chorando na desventura,
Os perigosos desvios
De sua imensa ternura.

Ama o filho de outra mãe
Qual se fora teu também,
E estarás santificado
Teu lar nas luzes do Bem.

Castiga amando o teu filho
Em teu carinho profundo.
Prefere o teu próprio ensino
Às tristes lições do mundo.

Recorda que está contigo
A missão de renovar,
De corrigir perdoando,
De esclarecer e ensinar.

Nos teus exemplos repousa
A esperança do Senhor,
Que há de salvar este mundo
Por meio de teu amor.
(Casimiro Cunha - Livro Mãe.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.)

A CRIANÇA

O coração da criança
E como um lírio de luz.
Cultiva essa flor sagrada
Para o jardim de Jesus.

No recomeço da vida
O amor pode trabalhar,
Renovancìo os sentimentos
No tempìo de luz do lar.

Dispensa à infância o carinho
Da tua compreensão,
Concìuzindo-a para o Cristo
Modelo do coração.

Cessada a infância, que é dia
De luz e espontaneidade,
As almas voltam, de novo,
Às lutas da humanidade.

Educa os teus pequeninos.
Quem não aprende do amor
Recebe a lição amarga
DA experiência da dor.

(Casemiro Cunha)

ALMA ESCRAVA


“Por que, meu Deus, a carne inda me prende,
Por que me arrasto como um triste duende,
Em miserabilíssimos despojos?”
Era o ser encarnado que falava,
Amarguradas queixas da alma escrava,
No mais horrendo dos martirológios.

- Como pude descer nos labirintos,
Onde os lobos vorazes dos instintos
Nos consomem nos dentes esfaimados;
E por que idealizando puros gozos,
Busco na carne abismo tenebrosos,
Abominado todos os pecados?“

“Sou no mundo um fantasma solitário,
Só porque, um dia, um espermatozoário
Uniu-se, ansioso, ao óvulo fecundo.
E emergindo as ânsias e dos partos,
Suguei, unindo a boca a uns seios fartos,
Substâncias misérrimas do mundo...”

“Desde esse dia tormentosos e aflito
De intensa dor, envergo o sambenito
De matérias iguais aos polipeiros,
Entre as disposições hereditárias,
Chorando as mesmas dores milenárias
Dos que gemeram nesses cativeiros!”

Nada, contudo, lhe respondeu, de perto...
A alma, porém, sozinha, no deserto,
Viu sobre o mundo um monte de destroços;
Sentiu, no além, a vida verdadeira,
Mas contemplando, pela Terra inteira,
A carne infame, chocalhando os ossos!...
(Augusto Dos Anjos - Livro: LIRA IMORTAL

- Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)

A LEI

Em reflexões misérrimas, absorto,
Raciocinava: – “O último tormento
É regressar à carne e ao sofrimento
Sem o triste fenômeno do aborto!...

Toda a amargura dalma é o desconforto
De retornar ao corpo famulento,
E apagar toda a luz do pensamento
Nas células de um mundo amargo e morto!...”

Mas, uma voz da luz dos grandes mundos,
Em conceitos sublimes e profundos,
Respondeu-me em acentos colossais:

– “Verme que volves dos esterquilínios,
Cessa a miséria de teus raciocínios,
Não insultes as leis universais.”

(Augusto dos Anjos)

DE CÁ


Que amargo era o meu destino!...
Tristezas no coração,
Tateando dificilmente
No meio da escuridão...

Viver na Terra e somente
Remando contra a maré,
Com receio de ir ao fundo...
Nem tão boa coisa é.

Esta vida de sofrer
Trinta dias cada mês,
Entremeados de prantos,
Há quem estime‘? Talvez...

Mas para mim que só fui,
Galeno sem nó, galé,
Tantas dores em conjunto,
Nem tão boa coisa é.

Sentir as disparidades
Das vidas cheias de dor,
O mal sufocando o mundo,
Marchando com destemor:

Ver o rico andar de coche
E o pobre correndo a pé,
Tantas misérias sentir...
Nem tão boa coisa é.

O pranto ferve na Terra,
Salta aqui, salta acolá,
Nas guerras de toda parte,
Nas secas do Ceará;

Meus irmãos de Fortaleza,
Do Crato, do Canindé,
Ver uns rindo e outros chorando,
Nem tão boa coisa é.

Ah! morrer e ainda sentir
Saudades da escravidão,
Da carne, do desconforto,
Da treva, da ingratidão...

Não é possível porque,
Pobre filho da ralé,
Casar-se com a desventura
Nem tão boa coisa é.

Mas falar demais agora,
Já não é próprio de mim,
Não vou gastar minha cera
Com tanto defunto ruim;

Patetice é ensinar
Verdade aos homens sem fé.
Jogar pérolas a tolos,
Nem tão boa coisa é.
(Juvenal Galeno)

POBRES



Mal clareia o Sol a serra,
Toca a vida a despertar:
O pobre se pôs há muito,
Sem descanso, a labutar.
Ao levantar-se da cama,
Inda é espessa a escuridão,
A fome lhe bate à porta,
Persegue-lhe a precisão.
Ao acordar, ele escuta
O coração a gritar:
“Quem não trabuca não come,
Já chega de repousar!”
Busca, então, o seu trabalho,
Tudo ajeita, tudo faz,
Rasga a terra, corta os matos,
Luta e sua, não tem paz.
Planta o milho, planta a cana,
Batatas, couves, feijão;
Três quartas partes de tudo
Pertencem ao seu patrão.
Quando a semente germina
E os ramos querem crescer,
Vem a seca sem piedade
E o pobre espera chover.
Não vem a chuva, porém;
Nada existe no paiol,
As plantas já se amarelam,
Arde a terra, queima o sol.
Quando o pobre vaia à mesa,
O estômago pede mais,
Mas se quer repetições,
Que cuide dos mandiocais.
Redobra o pobre os serviços,
Espalha o pé nos gerais,
Ah! Que a água já está pouca
Nos rios, nos seringais.

Contudo, ele espera sempre
Do Deus que o ama, que o vê,
E sempre resignado,
O pobre nunca descrê.
O certo é que ao fim do tempo
De constante batalhar,
Aguarda a minguada espiga
Que decerto há de ficar.
Plenamente contentado
Com o pouco do seu suor,
Deus lhe dará no outro ano
Uma colheita melhor.
Se geme, se sofre dor,
Não possuir um só Real
P’ra consultar um doutor.
Então, resolve pedir
Ao patrão que sempre o tem,
Mas o patrão avarento
Não adianta vintém.
Arrasta-se e vai ao médico
E lhe expõe o seu sofrer:
“Não tem recomendações?
Então não posso atender.”
O pobre, humilde e paciente,
Regressa para o seu lar,
E pensa nos outros meios
Da saúde lhe voltar.
E põe em prática os meios:
As beberagens, o chá,
As promessas aos seus santos,
Os vinhos de jatobá.
Ai! Que sorte rude e amarga
Do pobre sempre a sofrer:
Se vive para o trabalho,
Trabalha para comer.
Se a morte vem ao seu ninho
E lhe rouba o filho, os pais,
Não lhes pode dar a missa,
Que o padre cobra demais.
Dá-lhes porém seu tesouro,
Sublime estrela que brilha
Da mais rica devoção
A prece que nasce d’alma,
Que fulge no coração.
Mesmo assim, quanta tortura,
Que amargosa a sua dor!
A todo o instante da vida
Luta o pobre sofredor.
Se tem pão não tem saúde,
Se tem saúde não tem
Quem o ampare, quem o ajude,
O braço amigo de alguém.
Se outrem lhe ofende e ele pede
Da Justiça a punição,
A Justiça o encarcera
Com a sua reprovação.
Não tem casas de morada,
Nem terrenos, nem ovil;
Se lhe falta o pão do dia
Falta azeite no candil.
Se bate à porta do rico,
Mormente dum rico mau,
Os cães o tocam da porta,
E em vez de pão, ganha pau.
O pobre só tem na vida
A doce mãe de Jesus,
Que o cura a enfermidade,
Que na treva lhe dá luz.
Mal do pobre se não fora
O carinho dessa mão,
Que o conforta na desgraça
E ampara na provação.
Mal dele se não houvesse
A vida depois da dor,
Após a morte, onde existem
Justiça, ventura, amor.
(Juvenal Galeno - Do livro Parnaso de Além-Túmulo.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.)

MARYLIS

DETERMINISMO

Nas estradas do mundo, no infinito,
Nas incontáveis eras milenárias,
Na aluvião de idéias multifárias,
O homem é o mesmo ser errante e aflito...

E ouve-se, a todo o tempo, o estranho grito
De heroísmo das almas solitárias,
Guias de luz dos miseráveis párias,
Saturadas de amor puro e bendito.

Mas segredos eternos e divinos
Pesam sobre a balança dos destinos,
Subjugando o mundo descontente.

E a humanidade, ansiosa de bonança,
No mistério do sonho e da esperança.
Conquista o céu, lutando eternamente.

(ANTERO DE QUENTAL)

CONSELHO AMIGO

CONSELHO AMIGO


Embora tu não mo peças,
Venho te dar um conselho;
Não importa tua idade...
Um moço, maduro ou velho.

Se queres aproveitar
A vida, que é passageira,
Sê amigo do trabalho,
Não vivas na brincadeira.

Tampouco deves viver
Explorando a quem trabalha.
É crime tirar de quem
Só possui uma migalha.

Estuda para aprender;
Aprende para ensinar;
Procura ser previdente
E ter algo para dar.

Não fiques sempre a pedir
Para ir acumulando.
Pois “o céu só se conquista,
Ao invés de pedindo, dando”.

(ANDRÉ FERNANDES)

IONE RAQUEL



FLORES DESTE JARDIM



Este mundo é um jardim,
Onde, pelos seus caminhos,
Transitam seus moradores,
Colhendo flores e... Espinhos.

Na infância, colhem-se flores
Da folgança, da inconsciência,
Do afago e do carinho
Com perfume da inocência.

Seguindo na caminhada,
À medida que se avança,
Pelo jardim, acha o moço,
As florzinhas da esperança.

Prosseguindo na excursão
Por este jardim mundano,
Começam a aparecer
As flores do desengano...

E, somente, ao entardecer
Desta efêmera existência,
Colhem-se, dentre os espinhos,
As flores da experiência...
(ANDRÉ FERNANDES)

JURIA

A VERDADE


A Verdade, aqui na Terra,
Inda é muito perseguida.
Em defesa da Verdade
Muita gente dá a vida.

Mas, ai daquele que tenta
A sua marcha barrar!
Espere, futuramente,
Sua insensatez pagar!

Perseguir uma virtude
É crime perante Deus.
Decerto que são punidos
Esses déspotas ateus.

A Verdade é resistente.
É uma grossa muralha,
Onde, ao chocar-se, a mentira
Num instante se estraçalha.

Pode a hipócrita mentira
Ter um triunfo aparente.
Mas, aos golpes da Verdade,
Tomba fragorosamente!
(ANDRÉ FERNANDES)

AVE MARIA

Ave Maria

Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
a vossa missão sublime !

Cheia de graça e bondade,
É por vós que conhecemos
A eterna revelação
Da vida em seus dons supremos.

O Senhor sempre é convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.

Bendita sois vós, Rainha!
Estrela da Humanidade,
Rosa Mística da fé,
Lírio puro da humildade!

Entre as mulheres sois vós
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa porta de esperança,
E Anjo de nossas vidas !

Bendito o fruto imortal
Da vossa missão de luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores, além da Cruz.

Assim seja para sempre,
Oh! Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.

Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!

(Amaral Ornellas )



A ORAÇÃO

A princípio, é um rumor do coração que clama,
Asa leve a ruflar da alma que anseia e chora...
Depois, é como um círio hesitante da aurora,
Convertendo-se, após, em resplendente chama...

Então, ei-la a vibrar como estrela sonora !
É a prece a refulgir por milagrosa flama,
Glória de quem confia o poder de quem ama,
Por mensagem solar, cindindo os céus afora...

Depois, outro clarão do Além desce e fulgura,
É a resposta divina aos rogos da criatura,
Trazendo paz e amor em fúlgidos rastilhos !..

Irmão, guardai na prece o altar do templo vosso!
Através da oração, nós bradamos: - “Pai Nossos”
E através dessa luz, Deus responde: - “Meus filhos!”

(Amaral Ornelas)

SINOS

Escuto ainda a voz dos campanários
Entre aromas de rosas e açucenas,
Vozes de sinos pelos santuários,
Enchendo as grandes vastidões serenas...

E seguindo outros seres solitários,
Retomo velhos quadros, velhas cenas,
Rezando as orações dos Septenários,
Dos Ofícios, dos Terços, das Novenas...

A morte que nos salva não nos priva
De ir ao pé de um sacrário abandonado,
Chorar, como inda faz a alma cativa!

Ó sinos dolorosos e plangentes,
Cantai, como cantáveis no passado,
Dizendo a mesma Fé que salva os crentes!...

(Alphonsus Guimarães)

PÁGINA AO HOMEM

Romeiro da ansiedade, em lágrimas avanças,
A estrada é solidão enquanto a luz declina,
Esbravejam bulcões na tela vespertina,
Faz-se a noite aguaceiro em súbitas mudanças!...

Nem estrelas no céu, nem lar nas vizinhanças,
Mais granizo a descer, mais sombra, mais neblina...
A tempestade ruge, o caos troa e domina,
A calhaus e marnéis mais trôpego te lanças!...

Não temas! Segue e vence a lúrida procela,
Não procures saber se o frio te enregela,
Nem te prendas ao fel da senda atormentada...

Resguarda-te na fé! Sofre, luta, porfia!...
Renascerá da treva a bênção de outro dia
Nos caminhos de sol da nova madrugada.

(Alceu Wamost)