Gosto de olhar a curva do teu sorriso.
A tua boca fechada sobre a paisagem.
Os teus olhos rasgados a fazerem-se à foz
e as mãos fechadas – tão musicais –
a procurarem abrigo por dentro dos dedos.
Gosto do teu corpo no espasmo da pele
o mergulho na liberdade de entardecer
no instante do silêncio das coisas.
Gosto de te olhar, de te olhar, de te olhar.
E voltar a olhar-te como se nunca te tivesse
visto para me demorar a conhecer-te os gestos
o espanto e a memória no longo prazo de
uma saudade e ganhar asas
pequeninas e desasossegadas.
(flor_do_mar)





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