quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Almir Bastos


A AREIA
Tenho entre os dedos a vida

numa ampulheta irreal

a cada virada um suspiro

num momento nunca igual...

Lentamente transcorre

cada segundo do tempoe na batida do relógio,

na passagem da minha vidame distraio,

quase esqueço.

Num derradeiro momentogiro a ampulheta,

Recomeçando a jornada

Até quando...

Em qual momento...

Vai cessar esse suave movimento ?
Não sei...

Não tenho a resposta

Só quem o sabe é a areia,

Presa num frasco de vidro,

O momento da parada.

Quando a areia enfim

Encontrar seu elemento,

Minha alma,

cativa,

Vai estar no firmamento...

Terei enfim...

Paz...(Almir Bastos)

0 comentários: