segunda-feira, 5 de maio de 2008

Olavo Bilac


A BONECA
Deixando a bola e a peteca
Com que ainda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: "É minha!"
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca.
(Olavo Bilac)

Letícia Thompson


Aquarela
Sei que sempre ficará
Algo de mim em ti
E algo de ti em mim
Como na tela o amanhecer
Que o pintor imortalizou.
E se ficam vivas nuanças
Das cores que a vida inventou,
Há um mistério que não se diz,
Escondido,
Em qualquer parte desse matiz.
E como nos versos inacabados
Que o poeta renunciou,
Fica essa aquarela,
Atraente e bela,
Pintada com cores do pranto,
Com esse lado, indecifrável,
Que o pintor deixou em branco.
(Letícia Thompson)

Hermann Hesse


A serenidade não é feita de descaso nem de narcisismo,
é afirmação da realidade, atenção desperta junto à
borda dos grandes fundos e de todos os abismos. Talvez
o poeta cujos versos nos encantam tenha sido um triste
solitário, e o músico um sonhador melancólico: isso não
impede que suas obras participem da serenidade dos
deuses e das estrelas. O que eles nos dão, não são mais
as suas trevas, a sua dor ou o seu medo - é uma gota de
luz pura, de eterna serenidade.
(Hermann Hesse)

Alberto Caeiro


XIX

O luar quando bate na relva
Não sei que coisa me lembra...
Lembra-me a voz da criada velha
Contando-me contos de fadas.
E de como Nossa Senhora vestida de mendiga
Andava à noite nas estradas
Socorrendo as crianças maltratadas...
Se eu já não posso crer que isso é verdade
Para que bate o luar na relva?
(Alberto Caeiro)

MEL ROSE


Os sonhos de meus olhos
Meu amor por ti acordou
abriu uma fresta descortinou
na janela de meus olhos
criou sonhos com asas
que viajaram apressados
voando pela imensidão do céu
Diante de meus olhos ansiosos
meus sonhos incansáveis
percorreram caminhos obscuros
além do deserto do azul do mar
suspirando encontraram-te
saciaram a sede de seu olhar no meu
Os sonhos de meus olhos
sentiram o aroma de teu perfume
nas flores que desabrocham
indeléveis na primavera
igual abelha sorveram em sua boca
beijos doces néctar de amor
(Mel Rose)

VALQUÍRIA CORDEIRO


Essa loucura...
Loucura, sentimento insano...
Me confunde, me surpreende...
Por que vejo loucura em toda essa gente!!
Não precisa estar sã,nem tão pouco doente...
muito menos triste, alegre, contente!
Uns são loucos por serem felizes,
outros por serem carentes...
e muitos, loucos por não serem nada...
nem sentirem nada...
enquanto outros são loucos por terem tudo,
saberem tudo, e, mesmo assim sendo, não dão valor...
nada é suficiente!
Louco é você! Louco sou eu...
O que podemos fazer?
Essa loucura não é opção!
É ser sem razão!
É a loucura que todos nós temos...
que vejo em toda essa gente...
são gestos vazios, gestos fartos, inesperados,
intolerantes, corretos, errantes...
gestos do coração!
E mesmo assim somos loucos...
essa é minha visão...
Pode ser que eu esteja errada...
Mas creio que não!!
(Valquíria Cordeiro -07/07/2007)

Antero de Quental


Intimidade

Quando, sorrindo, vais passando, e toda
Essa gente te mira cobicosa,
Es bela - e se te nao comparo a rosa,
E que a rosa, bem ves, passou de moda...

Anda-me as vezes a cabeca a roda,
Atras de ti tambem, flor caprichosa!
Nem pode haver, na multidao ruidosa,
Coisa mais linda, mais absurda e doida.

Mas e na intimidade e no segredo,
Quando tu coras e sorris a medo,
Que me apraz ver-te e que te adoro, flor!

E nao te quero nunca tanto (ouve isto)
Como quando por ti, por mim, por Cristo,
Juras- mentindo - que me tens amor...
(Antero de Quental)

Bruna Lombardi


O BEM QUE NOS QUEREMOS.
O bem que nos queremos
Se aninha entre as paredes dessa casa
há muito tempo nos observanos vê chegar, sair
fazer malas, promessas
adiar coisas, amontoar
existir levianos como sempre
e engraçados
e já com uma história
e já com outra cara.
Já nos conhece tão intimamente
sabe do humor com que acordamos
do amor com que nos maltratamos
cada ranhura e cada
pequenina estrela.
E a cada duvidar e a
cada angústia
o bem que nos queremos permanece.
Mudam as estações, os desejos, as fases da lua
mudamos nós
o bem que nos queremos continua
(Bruna Lombardi )

Nelson Rodrigues



Na "mulher interessante", a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: - "Ser bonita não interessa. Seja interessante!"
( Nelson Rodrigues )

Cecilia Meireles


É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhosseveros conosco,
pois o resto não nos pertence.
(Cecília Meireles)

Buson


A sensação de tocar com os dedos
O que não tem realidade
-Uma pequena borboleta.
(Buson)

GINNA GAIOTTI


"...E se eu sumir,
Acalma-te...
Até a Lua tem fases!...
Por que te mostrar meu lado negro?
Sossega-te...
Sou eu em eclípse.
Então,
quando a Luz me retornar,
voltarei com ela..."
(Autora:Ginna Gaiotti)
Namaskar Awen...

Fernando Anitelli


Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar.
(Fernando Anitelli)

Ginna Gaiotti


Hoje acordei poeta!
Com vontade falar de amor!
Abraçar amigos queridos
Esquecer dias ruins vividos
Amores ruídos
Deixar a vida me levar
Seja pra onde for!
Hoje quero poetar!
Escrever versos sem compromisso...
Rimar alegria com dor
Esperança com desamor
Experimentar um novo sabor
Jogar fora tristeza e rancor
E nunca mais lembrar disso!
Hoje vou poetisar!
Fazer de conta que sou amada!
Ver o azul do céu
Arrancar o meu véu
Dizer somente palavras doces
Sentindo o gosto do mel
Recuperar o amor perdido
E sonhar por ele ser beijada!
Hoje vou brincar de Poetisa...
Dizer coisas que nunca fiz
Esquecer que sou triste
E fingir que sou FELIZ!
(Aut: Ginna Gaiotti)

George Washington



A distância que você consegue percorrer na vida
depende da sua ternura para com os jovens,
compaixão pelos idosos, solidariedade com os esforçados
e tolerância para com os fracos e os fortes,
porque chegará o dia em que você terá sido todos eles.
(George Washington)

Ivy Wyler


Não há angústia
Não há agonia
Não há desespero
Não há nostalgia.
Não há passado.
Não há futuro.
Existe o presente,
E o presente SOU EU!
Sou o presente,
Me faço ausente,
Mas SOU EU!
EU SOU o presente.
E não é o presente o que importa?
(Ivy Wyler)

Madre Tereza de Calcutá


Continua apesar de todos esperarem que abandones.
Não deixes que se enferrujeo ferro que há em ti.
(Madre Tereza de Calcutá)

NENECA


Bênção do Trabalho
Trabalho é lei divina
Beleza da Criação
Como orvalho da neblina
Traz alegria ao coração.
Trabalho é a base da vida
Que tem o homem em ação
Lutando contra as investidas
Do mal que assola nosso chão.
Trabalho é renovação
Dos valores de cada ser
Coragem, determinação
Para quem quer sobreviver.
Trabalho é dedicação
Cada um com sua beleza
Vivendo cada emoção
Seu sonho, sua singeleza.
Trabalho é solidariedade
Atitude e discernimento
É perfume que nos invade
Razão de agradecimento.
Trabalho também é amor
Luz que acende a esperança
Nos corações em desamor
Em busca de uma mudança.
(Neneca -João Pessoa, 16/04/08)

Letícia Thompson


Asas da paixão
Presa em asas
Asas da paixão
Do que eu não quis
Que não busquei
Mas que se impôs.
Presa por vontade
Nas asas da emoção
Para saborear o doce do mel
Correndo o risco
Da dor do depois.
Presa em você
Nas asas do amor
Que eu não provei
Que eu não toquei
Mas que eu soube
Desde o início
Que seria meu.
Presa em asas
Asas de ilusão
Doce ilusão...
(Letícia Thompson)

Balley Ardrich


“O que é belo não morre, transforma-se noutra beleza.”
(Balley Ardrich)

Carolina Salcides


O encantamento se fez presente
Ambos sentiram na pele a magia
Esta, que lhes escorria pelo corpo todo,
Marcava a beleza dela em brilhos e cores.
E os olhos dele desacompanhavam seu coração
Que batia acelerado tamanha emoção.
Ela ficou parada na sua frente
Cercada de flores e borboletas
Com uma boca tão rosa e grande
Como um portal, um portal do amor...
Ele queria se perder ali, se perde nela.
Uma fada na sua frente, de pés descalços
Tão singela, não parecia ela:
A mulher dos sonhos, o tesouro escondido
O significado da sua vida
Parado bem na sua frente.
(Carolina Salcides)

A. ESTEBANEZ


MINUETO
Levo todo o amor
do mundo no peito
e uma flor na mão...
E a dona de tudo
– da vida e da morte –
diz – “Não!”
Levo um desamor
profundo no peito
feito pedra em mim...
E a dona de tudo
–do sonho e da sorte–
diz – “Sim!”
(A. Estebanez)

Mírian Warttusch


A IDADE DAS BORBOLETAS
Vais pela vida qual frágil borboleta,
Mal liberta do casulo as tuas asas,
Anda a beijar as flores do caminho,
E, se no alto, espreitas nossas casas.
Responde o vento, sutil, ao teu apelo,
Igual a ti, esse andarilho folgazão,
Sopra a fumaça, voando pelos ares,
Para te dar toda a amplitude de visão.
Alças ao céu, qual tênue folha ao vento,
És tão ligeira, tão fútil, tão criança...
Flutuam leves, tuas asas coloridas,
Parecem acesas... círios de esperança.
De repente um vôo, tangido de mistério,
Um clarão no céu, um rastro colorido...
Um sopro apenas é capaz de te levar,
Além fronteiras, onde nunca tinhas ido.
Mil outras borboletas, vêm, num rodopio,
Asas brilhando, refulgindo ao sol.
Nuvens etéreas, confundem nossos olhos,
A planar com graça, beijam o girassol.
Se entre as flores, se sentem soberanas,
Tocando as pétalas, suaves, nos jardins,
Após beijá-las, num ato apaixonado,
Se perdem no infinito, longe... nos confins...
(Mírian Warttusch)

Fernanda Young



(...)
Por favor, não tente entrar em contato comigo com as mesmas velhas razões de sempre. Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante. Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim. Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo. Vá resolver as suas carências em outro endereço.
(Fernanda Young)

Martha Medeiros



"(...)
A verdade grita. Provoca febres, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona. Mas a verdade é só uma: ninguém tem dúvida sobre si mesmo."
(Martha Medeiros - O grito)

George Bernard Shaw


Nunca resisto a tentações,
porque eu descobri
que coisas que são ruins
para mim não me tentam.
(George Bernard Shaw)

POETA MINEIRO


LUZ QUE VAGA...
Eu sou o meio, sem principio e nem fim,
Do mundo sou simplesmente o grito,
Eu sou o vento que tu sentes e não vês.
Desse corpo que vaga, só resta o espírito.
Do passado sou o presente,
O presente é o meu futuro,
Nada vejo, sou ausente,
Desse mundo obscuro.
Sou a sombra da minha alma,
Sou a incerteza de uma vida,
Sou uma luz que vaga,
De uma esperança já esquecida.
O amor que tu me tinhas,
Com o tempo se acabou,
Sou resto de uma alma perdida,
Que no abismo da solidão,
vive com sua dor.
(Autor: Poeta Mineiro...03/05/08 às 15h55min...)

VALQUÍRIA CORDEIRO


Estou de passagem...
Esse mundo não é meu,
não é nosso, não é seu...
Quanto a mim?
Estou de passagem!
Não guardo rancores, magoas, amores,
dou um fim as minhas dores...
Procuro sempre me lembrar que;
estou de passagem por esse lugar...
Nada posso guardar, pois,
bagagem não poderei levar.
Cheguei sozinha,assim também partirei...
De onde vim, trago relapsos,
de lembranças, que desde criança,
estão comigo.
Pra onde de vou?
Só tenho esperança,
na fé que possuo, que faz-me sentir,
que é um lugar seguro,
onde finalmente, me sentirei em casa...
(Valquíria Cordeiro)

Leninha Solzinho


SUPLICA DA ALMA...
LIBERDADE!
Me dá mais espaço...
deixa eu caminhar..
deixa eu correr...
deixa que eu me sinta livre...
posso falar?
deixa eu falar!!!
me limitas...
o mundo já me tinha dado limites...
tu o fez minúsculo...
Me da espaço...
deixa que eu tome um lugar vasto...
o meu coração não consegue bater...
ele para aos poucos...
Deixa que eu viva...
Deixe que eu brilhe...
deixa eu ser do tamanho do mundo...
não consigo mais segurar...
estou atrás de cortinas...
me deixei levar...
como posso brilhar...
como?
chamo atenção?
O que tenho...
Onde errei...
Porque eu?
Quero sair daqui...
Quero caminhar normalmente...
respirar...
ver o mar...
deixa eu ir...
abre minhas algemas...
destranca minha porta...
minha alma quer ir...
me foge...
fico sozinha...
deixa que eu vá...
e sinta o sol no meu rosto...
tempo...
quanto tempo?
(Leninha0 -03/04/08 - 19h:50min.)

ARETHUZA VIANA


Produção: TEREZINHA IRINEU

ARETHUZA VIANA


SEM PRETENSÃO
Não pretendo ser grande poetisa,
ou consagrar meu nome eternamente.
Faço versos como quem analisa
os esconderijos do meu "eu" inteiramente.
Os meus poemas todos, são galhos,
como pássaro, pouso, me sinto protegida.
Eles são nada mais que retalhos,
formando a colcha de toda minha vida.
Não quero satisfazer aos intelectuais.
Inspiro-me na busca da felicidade,
sem a meticulosidade dos profissionais
e procuro expressar a minha simples verdade.
São rabiscos repletos de autenticidade,
não escrevo nada raro e extraordinário.
Falo do amor, da ilusão e da saudade,
sem explorar absurdamente o dicionário!
(Arethuza Viana)

MARTA PERES


“A Cidade Sonhava”
O sol já havia ido embora,
estrelas reluziam no céu escuro,
a cidade sonhava, todos dormiam
em camas macias, noutros horizontes
o sol surgia, brilhava iluminando vidas,
aquecendo corações, marcando o nascer
de novo dia, levando felicidade, alegria
e prazer.
Da janela namorava a lua, falava com as
estrelas contando do meu amor, o brilho
sereno da noite deixava min’alma macia,
mansa, calma, doce que chegava encantar,
ela esperava o sol que vinha vindo, sonolento,
cálido, carregadinho de amor.
(Marta Peres)

BERNADETTE - AMARELA


Antoine Saint Exuperry


UM AMIGO
Um amigo é fruto de uma escolha.
É uma opção de amor
É a descoberta da alma irmã.
É a consciência clara e permanente de algo sublime
que não está na natureza das coisas perecíveis.
É um tesouro sem preço, um gostar sem distância,
de alguém presente em nosso caminho,
nas horas de dúvida, de alegria, demais para ser perdido,
importante para ser esquecido.
( Antoine Saint Exuperry )

Patricia Antoniete



O sol que finda mais cedo, no rio além das árvores entre as nuvens, lilases e púrpuras. A vida segue o curso caudaloso e frio das águas, tristezas antigas, solidões, frases não ditas, desistência e cansaço. Para depois do inverno, as cores e o riso, se até lá reaprendermos as margens, a tecer com os pardais os amarelos nas poças, a contar com o vento morno nos braços.
(Patricia Antoniete)

Arethuza Viana


QUEM É?...
Quem é essa mulher
que o amor ainda procura,
que fala do céu azul
e das estrelas
que sonhadora,
na noite escura,
olha o firmamento
para melhor vê-las?
Quem é essa mulher
que fala de anjos e poesias
num mundo louco
onde o desamor existe,
que se apaixona pela vida
todos os dias,
querendo ser alegre
mas não deixa de ser triste?
Quem é essa mulher
que nos sentimentos afunda,
acredita no ser humano
sobre
tudo no que diz
e vive querendo ser profunda
e tão marcante
como deve ser sempre
toda cicatriz?
Quem é essa mulher
lar, onde sonhos se abriga
me que a esperança no amanhã
jamais perdeu?
Quem é essa,
por favor me digam:
- Essa mulher
sou eu?...
(Autoria de Arethuza Viana)

Tadany


Deparando-me

Quantas mortes já morri?
Quantos nascimentos já vivi?
Quantas almas já perdi?
Quantas dores já sofri?

Perambulando na busca pelas respostas
Descobri que o Sol era a réplica
Porque todo o dia ele iluminava a crosta
Independentemente de quão aflita fosse a súplica

Então, com o astro-maior brilhei no amanhecer
E aprendi que todas as mortes eram de uma única vida
Que para poder holisticamente resplandecer
Deve ser eternamente repleta de dúvidas.
(Tadany – 05 05 05)

PAULINO VERGETTI NETO

As castanholas da cigana
Castanholas loucas e soltas em tuas mãos
e foram através delas, eu sei,
que me chegou teu coração.
Teus olhos dançam
frente ao meu olhar cigano
e nada em ti me é mais estranho
e eu amo tanto te amar assim.
Toca, dança, ama-me
e estará feita esta farra viva
e se a distância nos intriga,
que o som de tua dança nos encante.
Castanholas também tens no coração
e é por isso que as vejo fora de tuas mãos
caçando-me para amar como uma louca amante.
(Paulino Vergetti Neto)

VALQUÍRIA CORDEIRO


Leva...
O vento que sopra os meus cabelos,
que toca a minha face, é o mesmo vento,
que passa por você agora.
Ah! Vento, me leva por aí a fora,
me leva contigo pra onde for.....
E me deixa, nos braços do meu amor.
(Valquíria Cordeiro)

CARLO MAGNO


AMIGA GRACIELA


Não corra atrás das borboletas,
cuide do seu jardim, assim elas
virão até você, para que possa
apreciar sua beleza. Que sua semana
seja tão suave como
o pouso da borboleta...
Carlo Magno

Mirian Warttusch


UMA BOA AMIZADE
Se te vejo na telinha
Sorridente como quê
No recado, no carinho,
Só podia ser você!
Com ternura mando um beijo
Um abraço com afeição
Embrulhado pra presente
Mando inteiro o coração.
Ao ouvir o tic tac
Não é bomba, pode abrir
É o meu coração que bate,
Você poderá sentir.
(Mirian Warttusch)

JENÁRIO DE FÁTIMA


NÃO SE PRENDA A MIM

Não se prenda a mim, pois nada tenho.
Além deste sorriso de meu rosto!
Não sei pra onde vou, nem de onde venho.
Me tanto faz ser maio, ou agosto.
No auto-retrato que desenho,
Me pinto como alguém sempre disposto,
Mas nunca me esforço ou me empenho,
Naquilo que não seja do meu gosto.
Beleza ou dinheiro eu desdenho.
É o bem interior que vejo exposto.
Mas não se prenda a mim, pois nada tenho..
Alem deste sorriso do meu rosto..
(Jenário de Fátima)

SAUDAÇÃO COLORADA


ROSANE SILVEIRA


Somos anjos
Somos anjos à medida que
damos através de nossas palavras
paz a um coração em conflito
triste pela dor...
Somos anjos ao passo
que conseguimos ouvir o murmúrio do vento
passando suavemente
por entre as copas das árvores
Somos anjos sempre que
sentimos a presença do
inimaginável em nós
e em paz nos fazemos eternos

Somos anjos, porém
anjos de asas quebradas
que impedidos de alçar vôos mais altos
nos prendemos à terra

Somos tão somente anjos caídos
que dia após dia tentamos
a unificação com o Criador
através de seu amor.

Somos anjos que choramos nossas dores
e vivemos nossos amores
sendo felizes e infelizes
esperando que um dia
tenhamos nossas asas de volta

e voltemos ao etéreo e ínfimo amor.
(Rosane Silveira)

Oswaldo Antônio Begiato


DESEJOS
Venha me ver.
Fale comigo.
Conte-me suas coisas.
Cobre de mim tudo o que eu puder
E tudo o que eu não puder.
(Se depois de tudo ainda sou capaz de não poder.)
Aperte meu corpo
ao seu corpo dividido
Leia nos meus versos desajeitados
o amor que sinto
o azul com gosto de oceano limpo que lhe desejo.
Chegue mais perto
Sinta as coisas que me cercam.
Veja o sabiá cantando
na paineira
Veja folhas da paineira caindo
Deixando suas painas brancas aumentarem
Veja a transgressão de meus olhos
Quando olham para você.
Veja a malícia de meu pensamento
Que não escuta o que fala
Mas se enche de desejos obscenos.
Venha me ver com seus olhos pontiagudos!
(Oswaldo Antônio Begiato)

SANDRA ALMEIDA


Poema mudo
Tento fazer
um poema
mudo.
Com gosto
de mel.
Com cheiro
de jasmim.
Enfeitado
de cetim.
Que faça,
minha alma
brilhar!
(Sandra Almeida)

domingo, 4 de maio de 2008

PATY PADILHA