domingo, 20 de janeiro de 2008

POETA MINEIRO


RETRATO...
Somente uma lágrima nada mais,
Ao cair no papel e se espalhar,
Formou a imagem – não esqueço jamais,
Daquela mulher que passei a amar.
Os teus contornos bem delineados,
Como feito pela mão de um artesão,
É o retrato por mim tão amado,
Emoldurado no meu coração.
Você é meu sonho minha ilusão,
É meu castelo de fantasia,
É a chama e a inspiração,
Você de tudo – é a minha poesia.
(Poeta Mineiro)

ZILDA


"Quando alguém evolui, evolui tudo que está a sua volta"
(O Alquimista)

BERNADETTE

Pessoal..Momento Bernadette: Vê se eu posso....rsrsrsrsrs..Assim falou a Amigaaaaa:
Ficamos ótimas:
EuzinhaS :glac & graciela
tuzinha :a amarelinha ...
kkkkk
luluzinha:no momento ruiva fatal!

IONE RAQUEL


"Apague com um sorriso, toda a tristeza que lhe invade a alma.
Assim não dará os que te odeiam a alegria de te ver chorando,
mas dará aos que te amam a alegria de te ver sorrindo."(AD)

ZAIRA


VEM CUIDAR DE MIM!!!


VEM CUIDAR DE MIM!!!

Estou presa...
Quero ir...
Mas não sei sair..
Quero gritar...
Mas não tenho voz...
Vem cuidar de mim...
Quero pedir...
Mas não sei dizer...
Quero amar mas não tenho você...
Vem cuidar de mim...
Com denguinho...
Com carinho...
Com amor...
Com liberdade...
Vem cuidar de mim..
Liberte-me desta prisão...
De-me a mão...
Venha ser o meu amor...
Venha ser meu anjo guardião...
Vem cuidar de mim...
(Vania Staggemeier)

ROSA MOR

Flor exuberante,
bela,nos quatro cantos da terra,
natural, enxerto, migrante,
dos cetins entontecidos...
das pétalas palpitantes.
Flor de cetro real
que extasia, e embriaga...
dos campos indefinidos,
quando fluem promessas
de olhos iluminados.

Flor de sóis e luas...
aos sons matinais,
se fazcor, perfume, veneno
e, dos ocasos sonolentos,
recolhe o manto de sonhos.
Flor amor, sedução
em terra, abissais, alturas...
no antes, e para todo sempre,
rosa-dos-ventos,Rosamor!
(Débora Novaes de Castro)

CAMILA


Poesia Morta!

Poesia morta.
Junto da porta,
restos de inspiração.
Cena sombria.
Com a covardia,
havia vodka e pão.
Caso intrigante.
Amarrada em barbante,
a vida em cinema gemia.
Mistério maldito.
O poeta que era mito,
no último bilhete dizia:
À quem interessar possa...
Essa que agora agoniza,
e que um dia me foi brisa,
tal qual as tardes na roça,
andava em tempo recente
traindo este tolo escrevente
com acordes de um violão
em baladas sem direção.
Ao ver que tão minha poesia
fugia ao fim de cada dia,
quebrei enfim minha “pena”
e ante a última cena,
deixei minha poesia secar...
Ali sozinha...
no chão da cozinha.
Se esvaindo enfim...
com sede de mim.
(Anderson Julio Labone)

SONHOS ENJAULADOS


Sonhos Enjaulados


Viver intensamente um sonho
Sem enjaular sua essência
Deixar o coração bombear o impulso
Sentir o grilhão da abstinência


Um vício de pensamentos errantes
Desde a aurora até os dias inacabados
Continuou com o som ofegante
Dos suspiros, dos sonhos enjaulados

Pudera eu desatar este nó
Que aperta minha´alma
Minhas lágrimas viraram pó

Por que esse brilho me prende?
Esse teu sussurro me afaga
Por viver sonhos intensamente
(Lena Casas Nova)

ISSO É SOLIDÃO

Isso é Solidão

Precisar de alguém

Que dor abstrata!
Ficar sem ninguém
É praga rogada.

Isolar-se do mundo
Com joelhos laçados
Percorrer sem rumo
Em caminhos aculeados

Pôr no mural alfinetes
Tentar uma distração,
prosear com as paredes
Isso é solidão
Expulsá-la de casa!
Desfaz tal sensação
(Lena Casas Nova)

INVENTAR HORIZONTES


Inventar horizontes
Única maneira de suportar a possível perda de rumo nestes
mares aflitos que nos ameaçam todas as manhãs

Inventar gaivotas
Única maneira de suportar estas nossas lágrimas
pela dor maior de um céu não azul

Inventar ondas
Única maneira de suportar a calmaria que a lucidez nos obriga

Inventar sol e lua
Única maneira de suportar estes tempos iguais
que nos enlouquecem com suas diferenças

Inventar velas
Única maneira de suportar o espanto dos nossos olhos
refletidos nas águas que acolhem estes restos de naufrágio

Inventar...
Inventar gaivotas, ondas,
velas, sóis e luas.
E sempre, inventar horizontes
E, caso o horizonte nos falhe,
tentar a sobrevivência
e, se ela se negar,
inventar um cais em cada lágrima.

(Gilia Gerling)

LEGADO DE AMOR



Leva minha alma contigo e faz que ela dance em ti
Leva minha alma contigo e faz que ela te respire por inteiro
Leva minha alma contigo e faz que ela vibre a tua

E se eu precisar morrer,
Não chore por minha alma.
Ela estará eternizada em cada pedaço da tua.
E à noite, quando o vento soprar,
será este o meu canto estrelado para te fazer adormecer.

E sonha!
Sonha, meu infinito amor.
Sonha com minha alma leve e tranqüila.
Minha alma serena e descansada com a memória plena
de teu aconchego de sempre.

E ao sol,
reverencia teu mais belo sorriso.
Será este,
o meu jeito eterno de te aquecer nas horas frias do cotidiano.

(Gilia Gerling)

VIA-SATÉLITE



Os ventos agonizam, nas janelas gradeadas
Os medos se instalam, nas fechaduras
E as janelas choram, sem companhia

O sol aquece, por medo das geleiras
Nossos olhos congelam, porque ninguém os aquece
As águas secam, de tanto chorar
E o nosso pranto deságua no nada

Urge reinventar o mundo
Dar cores aos momentos vazios
E preencher, com sonhos, as faltas de respostas

(Gilia Gerling)

VIA-SATÉLITE



Os ventos agonizam, nas janelas gradeadas
Os medos se instalam, nas fechaduras
E as janelas choram, sem companhia

O sol aquece, por medo das geleiras
Nossos olhos congelam, porque ninguém os aquece
As águas secam, de tanto chorar
E o nosso pranto deságua no nada

Urge reinventar o mundo
Dar cores aos momentos vazios
E preencher, com sonhos, as faltas de respostas

(Gilia Gerling)

A ESTRANHA MENSAGEM



Ela veio nas trevas quando havia silêncio
e de novo trouxe a ternura dos galhos tombando para a madrugada.
Eu subi do fundo do mar como um líquen liberto
para ouvir a sua voz que era imensa
e trazia a ansiedade das flores explodindo,
mas só vi o silêncio, enorme como a noite.
E ela chorou dentro de minha tristeza
porque era como a revelação do que eu havia perdido.
Ainda trazia nas mãos o frio dos troncos úmidos na noite,
e nos olhos a humildade da terra encharcada de chuva.

Um dia eu descerei verticalmente e para sempre
Ao fundo deste mar onde ela mora
Como o barco de pescadores desaparecidos.
(Paulo Plínio Abreu)

BERNADETTE



Um biscuit me olha atravessado.
Em sua estante, abandonado,
cobra pelo dono que partiu.
Tudo nele é cinza:
os cabelos outrora anelados,
a pele alva,
os pés gorduchos de arcanjo.
Somos os dois.
Ele e eu só.
A mão esbarra estabanada.
Cupido agora é pó.
( Rita)




sábado, 19 de janeiro de 2008

Ama-me por amor somente.
Não digas:
"Amo-a pelo seu olhar,
o seu sorriso, o modo de falar
honesto e brando.
Amo-a porque se sente
minh'alma em comunhão
constantemente com a sua".
Porque pode mudar
isso tudo, em si mesmo,
ao perpassardo tempo, ou para ti unicamente.
Nem me ames pelo pranto que a bondadede
tuas mãos enxuga, pois se em mim
secar, por teu conforto, esta vontadede chorar,
teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
me hás de querer por toda a eternidade.
(Madre Teresa de Calcutá)