Um perfume cítrico,
segunda-feira, 19 de maio de 2008
VALQUÍRIA CORDEIRO
Ataíde Lemos
O Brasil é dos brasileiros
Falam que destruímos a Amazônia
O Brasil é um gigante a despertar
Ao invés de palpitarem
Auschwitz
Como foi possível?
Homens, mulheres, crianças,
Como foi possível?
Impunemente, diariamente,
Como foi possível?
AUSCHWITZ E OS FILHOS DE ABRAÃO
Restos mortais exibidos
1940: Auschwitz, campo de extermínio nazista, é inagurado
Auschwitz-Birkenau foi o nome do grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolos do holocausto perpetrado pelo nazismo. A partir de 1940, o governo alemão comandado por Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesses municípios poloneses. Eram três campos principais e trinta e nove auxiliares. Auschwitz, o principal e mais conhecido, foi inaugurado em 20 de maio de 1940. Este centro estava localizado a sessenta quilômetros de Cracóvia, capital da região da Polônia.
Campos
Vítimas
Auschwitz I
"Arbeit macht frei"

Dormitório em Auschwitz I,
NÃO PODEMOS ESQUECER.......
20 de maio de 1940 - PARA NÃO ESQUECER
Fernando Pessoa
Cáh Morandi
Se brincam os pássaros contigo
Robert Frank
Fernando Pessoa
CARLO MAGNO
LUNA LUA
VALQUÍRIA CORDEIRO
O namorado,
Oh! Que destino,
MARA ARAUJO
Catarino Salvador
Madrugada fria
Carolina Salcides

Refúgio para a minha correria...
Para minha loucura, a salvação.
Em teu peito deita minha carência
Beijos em nuvens, lado a lado no chão.
Para minha menina balas coloridas
Baldes com margaridas, borboletas azuis.
Para minha mulher teu corpo e mundo
Teu canto, teu amor profundo.
Ao amor sem limites nossa alma infinita
Dias longos de amor quente
Chuva tilintando no telhado
Embalando o alado amor da gente.
E, para minha vida, sempre o sorriso teu.
Para teus sonhos dou minhas asas...
Inefável amor de luz até no breu
São pés juntos e mãos dadas.
(Carolina Salcides)
MAXUEL SCORPIANO
...Muito Pouco Ainda Conheço do Mundo,
Sou Quando Amo, Errante Em Ciumes,
MAXUEL SCORPIANO
Deixa Minha Língua Achar a Sua
Kathlen Heloise Pfiffer

”Parar de fumar, fazer ginástica, emagrecer.
Trabalhar menos, não trabalhar, arranjar um trabalho.
Estudar inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, japonês.
Comer melhor.
Aprender a dizer sim, aprender a dizer NÃO.
Guardar dinheiro, ir ao dentista, terminar o tratamento.
Cortar doces, massas e frituras.
Viajar mais.
Amar, se apaixonar, se desapaixonar.
Morar sozinho, morar com alguém, deixar de morar com alguém.
Trocar de carro, comprar um apartamento, uma bicicleta.
Andar mais a pé.
Sair para dançar, sair com os amigos, ficar mais em casa.
Fazer um check-up, arrumar o armário, ir ao cinema.
Casar, casar de novo, casar mais uma vez.
Ter um filho.
Mudar de emprego, mudar de escola, mudar de vida.
Não importa o que você queira mudar, mude;
mudar é bom, mudar faz parte da vida.”
(Kathlen Heloise Pfiffer)
ZÉLIA GATTAI PARTIU
Foi à mulher guerreira
Anarquistas graças a Deus
A escritora deixou
Ao lado de um grande escritor
Se Anita ao lado de Garibaldi
Arnaldo Jabor
Arnaldo Jabor
domingo, 18 de maio de 2008
EUZINHA E MINHA PUG(TULIPA)
Zélia Gattai Amado - 1916/2008
Os primeiros anos
Zélia participava, com a família, do movimento político-operário anarquista que tinha lugar entre os imigrantes italianos, espanhóis, portugueses, no início do século XX. Aos vinte anos, casou-se com Aldo Veiga. Deste casamento, que durou oito anos, teve um filho, Luís Carlos, nascido em São Paulo, em 1942.
Leitora entusiasta de Jorge Amado, Zélia Gattai o conheceu em 1945, quando trabalharam juntos no movimento pela anistia dos presos políticos. A união do casal deu-se poucos meses depois. A partir de então, Zélia Gattai trabalhou ao lado do marido, passando a limpo, à máquina, seus originais e o auxiliando no processo de revisão.
Em 1946, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu o filho João Jorge, em 1947. Um ano depois, com o Partido Comunista declarado ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a família teve que se exilar.
Viveram em Paris por três anos, período em que Zélia Gattai fez os cursos de civilização francesa, fonética e língua francesa na Sorbonne. De 1950 a 1952, a família viveu na Checoslováquia, onde nasceu a filha Paloma. Foi neste tempo de exílio que Zélia Gattai começou a fazer fotografias, tornando-se responsável pelo registro, em imagens, de cada um dos momentos importantes da vida do escritor baiano.
Em 1963, mudou-se com a família para a casa do Rio Vermelho , em Salvador, na Bahia, onde tinha um laboratório e se dedicava à fotografia, tendo lançado a fotobiografia de Jorge Amado intitulada Reportagem incompleta.
A escritora
Anarquistas, graças a Deus foi adaptado para minissérie pela Rede Globo e Um chapéu para viagem foi adaptado para o teatro.
Prêmios e homenagens
Na França, recebeu o título de Cidadã de Honra da comuna de Mirabeau(1985) e a Comenda des Arts et des Lettres, do governo francês (1998). Recebeu ainda, no grau de comendadora, as ordens do Mérito da Bahia (1994) e do Infante Dom Henrique (Portugal, 1986).
A prefeitura de Taperoá, no estado da Bahia, homenageou Zélia Gattai dando o nome da escritora à sua Fundação de Cultura e Turismo, em 2001.
Em 2001, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 23, anteriormente ocupada por Jorge Amado, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono. No mesmo ano, foi eleita para a Academia de Letras da Bahia e para a Academia Ilheense de Letras. Em 2002, tomou posse nas três. É mãe de Luis Carlos, Paloma e João Jorge. É amiga de personalidades e gente simples. No lançamento do livro 'Jorge Amado: um baiano romântico e sensual, em 2002, em uma livraria de Salvador, estavam pessoas como Antonio Carlos Magalhães, Sossó, Calasans Neto, Miguel Arcanjo Prado, Auta Rosa, Bruna Lima, Antonio Imbassahy e James Amado, entre outros.
Ao lançar seu primeiro livro, Anarquistas graças a Deus, Zélia Gattai recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária de 1979. No ano seguinte, recebeu o Prêmio da Associação de Imprensa, o Prêmio McKeen e o Troféu Dante Alighieri. A Secretaria de Educação do Estado da Bahia concedeu-lhe a Medalha Castro Alves, em 1987. Em 1988, recebeu o Troféu Avon, como destaque da área cultural e o Prêmio Destaque do Ano de 1988, pelo livro Jardim de inverno. O livro de memórias Chão de meninos recebeu o Prêmio Alejandro José Cabassa, da União Brasileira de Escritores, em 1994.
Obra
Anarquistas Graças a Deus, 1979 (memórias)
Um Chapéu Para Viagem, 1982 (memórias)
Pássaros Noturnos do Abaeté, 1983
Senhora Dona do Baile, 1984 (memórias)
Reportagem Incompleta, 1987 (memórias)
Jardim de Inverno, 1988 (memórias)
Pipistrelo das Mil Cores, 1989 (literatura infantil)
O Segredo da Rua 18, 1991 (literatura infantil)
Chão de Meninos, 1992 (memórias)
Crônica de Uma Namorada, 1995 (romance)
A Casa do Rio Vermelho, 1999 (memórias)
Cittá di Roma, 2000 (memórias)
Jonas e a Sereia, 2000 (literatura infantil)
Códigos de Família, 2001
Um Baiano Romântico e Sensual, 2002
ZÉLIA GATTAI
Zelia Gattai
"Homens Maduros...
Há uma indisfarçável e sedutora beleza na personalidade de muitos homens que hoje estão na idade madura.
É claro que toda regra tem as suas exceções, e cada idade tem o seu próprio valor.Porém, com toda a consideração e respeito às demais idades, destacaremos aqui uma classe de homens que são companhias agradabilíssimas: os que hoje são quarentões e cinquentões.
Percebe-se com uma certa facilidade, a sensibilidade de seus corações, a devoção que eles tem pelo que há de mais belo: o sentimentalismo.
Eles são mais inteligentes, vividos, charmosos, eloqüentes. Sabem o que falam, e sabem falar na hora certa. São cativantes, sabem fazer-se presentes, sem incomodar. Sabem conquistar uma boa amizade.
Em termos de relacionamentos, trocam quantidade pela qualidade, visão aguçada sobre os valores da vida, sabem tratar uma mulher com respeito e carinho.
São homens especiais, românticos, interessantes e atraentes pelo que possuem na sua forma de ser, de pensar, e de viver.
Na forma de encarar a vida, são mais poéticos, mais sentimentais, mais emocionais e mais emocionantes.
Homens mais amadurecidos têm maior desenvoltura no trato com as mulheres, sabem reconhecer as suas qualidades, são mais espirituosos, discretos, compreensivos e mais educados.
A razão pela qual muitos homens maduros possuem estas qualidades maravilhosas deve-se a vários fatores: a opção de ser e de viver de cada um, suas personalidades, formação própria e familiar, suas raízes, sabedoria, gostos individuais, etc...
Mas eu creio que em parte, há uma boa parcela de influência nos modos de viver de uma época, filmes e músicas ouvidas e curtidas deixaram boas recordações da sua juventude, um tempo não tão remoto, mas que com certeza, não volta mais.
A juventude passou, mas deixou “gravado” neles, a forma mais sublime e romântica de viver. Hoje eles possuem uma “bagagem” de conhecimento, experiências, maturidade e inteligência que foram acumulando com o passar dos anos.
O tempo se encarregou de distingui-los dos demais: deixando os seus cabelos cor-de-prata, os movimentos mais suaves, a voz pausada, porém mais sonora, hoje eles são homens que marcaram sua época. Eu tenho a felicidade de ter alguns deles como amigos virtuais, mesmo não os vendo pessoalmente, percebo estas características através de suas palavras e gestos.
Muitos deles hoje “dominam” com habilidade e destreza essas máquinas virtuais, comprovando que nem o avanço da tecnologia lhes esfriou os sentimentos, pois ainda se encantam com versos, rimas, músicas e palavras de amor, nem lhes diminuiu a grande capacidade de amar, sentir e expressar seus sentimentos.
Muitos se tornaram poetas, outros amam a poesia.
Porque o mais importante não é a idade denunciada nos detalhes de suas fisionomias e sim os raros valores de suas personalidades.
O importante é perceber que os seus corações permanecem jovens...
São homens maduros, e que nós, mulheres de hoje, temos o privilégio de poder admirá-los.
Um abraço,
Zélia Gattai"
Rosane Silveira
A experiência do amor em vosso coração.
Carolina Salcides
Ventre vida
Vida flor
Flor bela
Belo amor.
Amor dela
Dela a dor
Dor do mundo
Do mundo a flor.
Flor frágil
Flor murcha
Flor minha
Minha dor.
Dou-te ela
Dou-te vida
Flor ventre
Corpo amor.
Podas ela
Despes eu
Mata sonho
Sonho meu.
Gotas d’água
Brilho sol
Vento fresco
Vendaval.
Varre tudo
Remexe fundo
Renasce o mundo
Mundo meu.
Sempre amor
Sempre flor
Floresce forte
Depois da morte.
Raiz minha
Raiz forte
Flor linda
Linda sorte.
A minha vida
A minha morte.
" Podem podar meu caule, minhas folhas, frutos e flores
Mas não podem arrancar minha raiz"!
(Carolina Salcides)
Dionísio Dinis
Enquanto comia as palavras,
das cerejas fazia brincos de princesa,
e com ela,
em majestática comunhão
ornávamos o palato dos doces frutos.
Então… inevitavelmente, multiplicavam-se
as palavras rubras!
(Dionísio Dinis)
Oswaldo Antônio Begiato
Não estou
Não mudo
Não
Pronto
Há no não dizer
Ataíde Lemos
Teu olhar sedutor conquistou meu coração
É um amor que me faz enlouquecer
Não vou ouvir a voz da razão
VALQUÍRIA CORDEIRO
Cáh Morandi
MAXUEL SCORPIANO
Hoje Amor Não me Resta Mais O Sol,
VALQUÍRIA CORDEIRO
Um abraço meu,
Um abraço meu,
Um abraço meu,
Já pedia por um abraço meu.















































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