segunda-feira, 19 de maio de 2008

VALQUÍRIA CORDEIRO

Anjo …
Um perfume cítrico,
Chega até mim,
Junto uma segurança,
Indescritível...
Sinto o peso de uma mão,
Sobre minha cabeça,
E uma paz imensurável,
Invade meu coração...
É um anjo!
Pareço explodir de emoção.
Silencio e de repente...
Eis que vejo o semblante,
Maravilhoso, e quando ele se vai,
Sinto suas asas esbarrar-se em mim,
Como se fosse um canto,
E sou tomada de um sentimento,
Que não há palavras
Pra descreve-lo.
((Valquíria Cordeiro))

Ataíde Lemos


Amazônia é dos brasileiros
O Brasil é dos brasileiros
E não dos estrangeiros.
Aceitar e ouvir opiniões
É necessário, não tem nada de mais
Porém, o que não pode jamais
São tais nações
Insistentemente palpitarem
Repletos de insinuações
Que não passam de mera hipocrisia.
Falam que destruímos a Amazônia
Porém tais nações que murmuram
São os grandes do planeta destruidores
Com agentes altamente poluidores.
O Brasil é um gigante a despertar
Com invejável potencial
E com o tempo há de ser tornar
Uma potência mundial.
Isto causa inveja e medo
Daqueles que hoje estão no topo
Então ficam aqui, acolá
Com jogo de palavras
Querendo nosso país intimidar.
Ao invés de palpitarem
Que fazem sua parte
Cuidando do meio ambiente
Restringindo os poluentes
E não se intrometerem
Em outras soberanias
Com desculpas esfarrapadas
Fazendo meramente demagogia.
(Ataíde Lemos)

Auschwitz


Auschwitz
61 anos de libertação
(27 Janeiro de 1945)
Realidade, atrocidade, ferocidade
tamanha desumanidade,
homens sem alma,
na frieza da guerra,
o permissível, o imperdoável!
Como foi possível?
ninguém sabia,
tudo se passava...
Homens, mulheres, crianças,
encaixotados, amontoados,
em vagãos de combóios,
gaseados, em balneários,
- férias, diziam eles...
Como foi possível?
um só louco...
ou a maioria enlouqueceu?
Impunemente, diariamente,
combóios rumo a Auschwitz,
milhões de judeus extintos,
sem saberem como nem porquê,
racismo, xenofobismo, extremínio?
Como foi possível?
Auschwitz, nunca mais!
frase, slogan ou verdade?
(Estela Belém)

AUSCHWITZ E OS FILHOS DE ABRAÃO


Os gritos ainda ecoam
Em cada canto,
Em cada trincheira,
Em todos os túmulos.
Restos mortais exibidos
Como souvenires
Enchem de orgulho
O primitivo estágio ariano.
(Agamenon Troyan)


Seria bom esquecer...
Melhor lembrar,
para não mais se repetir...

1940: Auschwitz, campo de extermínio nazista, é inagurado


No portão de entrada de Auschwitz havia um letreiro
"Arbeit macht frei", ou seja, o trabalho liberta.
Auschwitz-Birkenau foi o nome do grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolos do holocausto perpetrado pelo nazismo. A partir de 1940, o governo alemão comandado por Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesses municípios poloneses. Eram três campos principais e trinta e nove auxiliares. Auschwitz, o principal e mais conhecido, foi inaugurado em 20 de maio de 1940. Este centro estava localizado a sessenta quilômetros de Cracóvia, capital da região da Polônia.
Campos
Os três campos de Auschwitz eram usados como centro administrativo (Auschwitz I); outro de extermínio (Auschwitz II); e último como campo de trabalho escravo (Auschwitz III).
Vítimas
Estima-se que o número total de mortes produzidas em Auschwitz-Birkenau tenhas chegado a 1,5 milhões de vítimas. Em Auschwitz I foram 70 mil intelectuais poloneses e prisioneiros soviéticos. Em Auschwitz II foram um 1,2 milhão de judeus e 19 mil ciganos.
Auschwitz I
Auschwitz I foi o centro administrativo de todo o complexo. Os primeiros prisioneiros do campo foram políticos poloneses. Inicialmente, o campo foi utilizado para internar membros da resistência e intelectuais poloneses, mais adiante foram levados para lá também prisioneiros de guerra da União Soviética, prisioneiros comuns alemães, elementos anti-sociais e homossexuais. No primeiro momento chegaram também prisioneiros judeus. Geralmente o campo abrigava entre treze e dezesseis mil prisioneiros, alcançando a quantidade de vinte mil em 1942.
"Arbeit macht frei"
Os prisioneiros do campo saíam para trabalhar durante o dia nas construções do campo, com música de marcha tocada por uma orquestra. No portão de entrada de Auschwitz havia um letreiro "Arbeit macht frei", ou seja, o trabalho liberta.
As severas condições de trabalho unidas à desnutrição e pouca higiene faziam com que a taxa de mortalidade entre os prisioneiros fosse muito elevada.
O bloco 11 de Auschwitz I era a prisão e ali se aplicavam castigos. Alguns deles consistiam em confinamento por vários dias em cela demasiado pequena para sentar-se. Outros eram executados, pendurados ou deixados a morrer de fome.
Em setembro de 1941, a SS realizou neste bloco os primeiros testes do gás Zyklon B, dando início a câmara de gás e um crematório.
Entre 43 e 44, Auschwitz I realizou experimentos de esterilização em mulheres judias. O objetivo era o desenvolvimento de um método simples que funcionasse com uma injeção para ser utilizado na população eslava.


Dormitório em Auschwitz I,
onde morreram mais de 90 mil pessoas
NÃO PODEMOS ESQUECER.......
Não só aprender o que se passou em Auschwitz, mas entender por que suas lições são importantes – o que nos dizem sobre a História, sobre os homens, e sobre o nosso próprio tempo.
"- Eu quero dizer a todos no mundo: isto não deve acontecer de novo - declarou Anatoly Shapiro, comandante das primeiras tropas a entrarem no local. - Vi os rostos das pessoas que libertamos. Elas passaram pelo inferno – frisou ele, por meio de videoconferência dos EUA, onde mora".

20 de maio de 1940 - PARA NÃO ESQUECER



Inauguração de Auschwitz
Em 20 de maio de 1940, entra em funcionamento o campo nazista de Auschwitz. Ele foi o maior campo de concentração em funcionamento durante a II Guerra Mundial. Nele, dezenas de milhares de judeus foram carbonizados em fornos coletivos. Aos prisioneiros era dito que iriam tomar banho de água quente.

Carolina Salcides



Texto Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

Fernando Pessoa


Não, não digas nada
Supor o que dirá
A tua boca velada
É ouvi-lo já
É ouvi-lo melhor
Do que o dirias
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias
És melhor do que tu
Não digas nada, sê
Graça no corpo nu
Que invisível se vê
Não, não digas nada
(Fernando Pessoa)

Cáh Morandi


Sobre um milagre
Se brincam os pássaros contigo
E ficam cantando ao teu redor
Deve ser o teu cheiro de paz
...Teu olhos de céu
...Teus cabelos leves de brisa
Porque tu és, assim, algo de sublime
Que leva tudo,
[Que me toma tudo!]
E todas as demais coisas
Vem apenas depois de ti
Tu és quase como um milagre,
Mas um milagre não costuma ser tão perfeito...
(Cáh Morandi)

Robert Frank


Estou sempre olhando para fora
Tentando olhar para dentro
Tentando dizer alguma coisa que seja verdadeira
Mas talvez, nada seja realmente verdadeiro
Exceto o que está lá fora
E o que está lá fora sempre mudando.
(Robert Frank)

Fernando Pessoa


sonho é ver formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esperança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte
Os beijos merecidos da Verdade.
(Fernando Pessoa)

CARLO MAGNO


EM MINHA VOLTA TROUXE ROSAS
PARA MINHA AMIGA GRACIELA
E MEU AGRADECIMENTO
PELOS RECADOS CARINHOSOS QUE RECEBI.
BEIJOS EM SEU CORAÇÃO....
CARLO MAGNO

LUNA LUA


Quando dois corações dançam ao mesmo ritmo,
em perfeita sintonia, o simples respirar é um passo
para entrega, fundindo o amor na magia da eternidade.
(Luna Lua)

VALQUÍRIA CORDEIRO


O amor e a flor.
O namorado,
chega com a flor,
chega feliz,
cheio de amor...
e nem se dá conta,
que mataram
a flor em
nome do amor.
O amante
se gaba,
do lindo
ramalhetede
flor,
que ainda
traz um bilhete,
dizendo ser a flor,
o símbolo
do amor.
Mas como pode,
a flor morrer
em nome
do amor?
Porque dizem
que flor,
conquista o amor.
Oh! Que destino,
o da flor,
morrer pra ajudar,
viver o amor.
((Valquíria Cordeiro))

MARA ARAUJO



Retrato em preto e branco...

Alguns escritos largados, umas frases banais. Algumas poesias soltas de tristezas salgadas. Alguns verões, primaveras, outonos e invernos. Talvez algum comentário sobre o perfume, a música, salto alto, saia curta. Alguns efeitos especiais, umas caipivodkas, uns chopps, muitas risadas e o cheiro do mar numa adéga qualquer. O dentista remarcado, algumas tentativas e poucos envolvimentos. Talvez algum segredo na caixinha de perfume. Algumas dedicatórias nos livros, talvez outro segredo no retrato de olho fechado em preto e branco. Um carpete grosso azul marinho, no quarto do décimo andar de uma cidade qualquer, mais um pouco de saudades..." Flasch beck" , o show tem que continuar!
Mara Araujo.

Catarino Salvador


Solidão
Madrugada fria
Doía, tão só...
Gélida, desumana, sombria
Vazia madrugada
Fria, muito fria...
Congelou-me a alma
E meus sonhos,
E minha graça, madrugada.
...........” Catarino Salvador “.
Nota: Palavras do Poeta em minha página do orkut:
Oi Graciela!
Cheguei de la agora..
Gostei por demais..Você esta formando um oceano de poesias
Homenagem a Zelia
Você e o au au.. rsrs..Até sensual..
Olha se der deixe este link em depo amiga..
Preciso descansar um pouco, agora.
Em outra folga, me aprofundarei mais, tenha certeza..
Uma ótima noite querida amiga, feliz sonhos..

Carolina Salcides


Refúgio para a minha correria...
Para minha loucura, a salvação.
Em teu peito deita minha carência
Beijos em nuvens, lado a lado no chão.

Para minha menina balas coloridas
Baldes com margaridas, borboletas azuis.
Para minha mulher teu corpo e mundo
Teu canto, teu amor profundo.
Ao amor sem limites nossa alma infinita
Dias longos de amor quente
Chuva tilintando no telhado
Embalando o alado amor da gente.
E, para minha vida, sempre o sorriso teu.
Para teus sonhos dou minhas asas...
Inefável amor de luz até no breu
São pés juntos e mãos dadas.
(Carolina Salcides)

MAXUEL SCORPIANO

...Aconchego.
...Muito Pouco Ainda Conheço do Mundo,
Mas Aprendi Que Amor Não se Pede,
Muito Menos Se Promete,
Não é Sentimento de Barganha...
Quem Ama Mesmo Não Sendo Correspondido,
Deseja Entre Tantas Coisas, a Felicidade a
Pessoa Amada...
Sou Quando Amo, Errante Em Ciumes,
Amante No Conquistar Diariamente,
Proteção e Aconchego
A Quem Estou Amando.
_MAXUEL SCORPIANO_

MAXUEL SCORPIANO

...Deixa Eu Devorar Sua Boca Carnuda,
Suculenta Em Sensualidade,
Devoradora dos Beijos Meus,
Deixa Eu Sentir o Gosto do Céu de Sua Boca.
Deixa Minha Língua Achar a Sua
E Tua Boca Ser Dominada Pala Minha,
Meus Beijos Indecentes,
Te Provocando Deliríos,
Promessas do Após,
do Incêndio Dessa Sua Boca
Na Boca Minha.
_MAXUEL SCORPIANO_19.05.08/ás 21:53H

Kathlen Heloise Pfiffer


”Parar de fumar, fazer ginástica, emagrecer.
Trabalhar menos, não trabalhar, arranjar um trabalho.
Estudar inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, japonês.
Comer melhor.
Aprender a dizer sim, aprender a dizer NÃO.
Guardar dinheiro, ir ao dentista, terminar o tratamento.
Cortar doces, massas e frituras.
Viajar mais.
Amar, se apaixonar, se desapaixonar.
Morar sozinho, morar com alguém, deixar de morar com alguém.
Trocar de carro, comprar um apartamento, uma bicicleta.
Andar mais a pé.
Sair para dançar, sair com os amigos, ficar mais em casa.
Fazer um check-up, arrumar o armário, ir ao cinema.
Casar, casar de novo, casar mais uma vez.
Ter um filho.
Mudar de emprego, mudar de escola, mudar de vida.

Não importa o que você queira mudar, mude;
mudar é bom, mudar faz parte da vida.”
(Kathlen Heloise Pfiffer)

ZÉLIA GATTAI PARTIU

ZÉLIA GATTAI PARTIU
Foi à mulher guerreira
Foi ele que se atreveu.
Em sua luta derradeira
Do seu povo escreveu.
Anarquistas graças a Deus
Uma novela histórica.
Contando logo dos seus
Uma façanha heróica.
A escritora deixou
Um marco da sua história.
Por tudo que lutou
De sua grande memória.
Ao lado de um grande escritor
Sua bela vida viveu.
Que a teve como intercessor
Tudo isso muito valeu.
Se Anita ao lado de Garibaldi
Heroína dos dois mundos.
Zélia ao lado de Jorge Amado
Logo repetiu o belo feito.
(MOR)
São José/SC, 18 de maio de 2008.

Arnaldo Jabor



DE ONDE VIRÁ O GRITO?

Num texto anterior introduzi o conceito de "Ressentimentos Passivos ". Para relembrar, lá vai um trecho: "Você também é mais um (ou uma) dos que preenchem seu tempo com ressentimentos passivos? Conhece gente assim? Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam "que horror". Sabem do roubo do político e falam "que vergonha". Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam "que absurdo". Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem "que baixaria". Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram "que medo". E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição "neste país". Do ressentimento passivo à participação ativa".. Pois recentemente estive em Porto Alegre , onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra! "Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro / o precursor da liberdade" . Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado. Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é "comunidade". Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é... Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os "ressentimentos passivos" se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de "basta" contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem "liga". Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes. Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa "liga". A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo. Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles. De minha parte, eu acrescentaria, ainda: "...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra..."
Arnaldo Jabor

domingo, 18 de maio de 2008

EUZINHA E MINHA PUG(TULIPA)


Aqui...depois...de umas a mais...afinal estava comemorando meu aniver com meus amigos....O meu Aluno Rogener..tirou esta "belezura" de foto.....

Zélia Gattai Amado - 1916/2008


Zélia Gattai (São Paulo, 2 de julho de 1916 — Salvador, 17 de maio de 2008) foi uma escritora e fotógrafa brasileira, tendo também sido expoente da militância política durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinqüenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste.
Os primeiros anos
Filha dos imigrantes italianos Angelina e Ernesto Gattai, é a caçula de cinco irmãos. Nasceu e morou durante toda a infância na Alameda Santos, 8, no bairo Paraíso, em São Paulo.
Zélia participava, com a família, do movimento político-operário anarquista que tinha lugar entre os imigrantes italianos, espanhóis, portugueses, no início do século XX. Aos vinte anos, casou-se com Aldo Veiga. Deste casamento, que durou oito anos, teve um filho, Luís Carlos, nascido em São Paulo, em 1942.
A vida com Jorge Amado
Leitora entusiasta de Jorge Amado, Zélia Gattai o conheceu em 1945, quando trabalharam juntos no movimento pela anistia dos presos políticos. A união do casal deu-se poucos meses depois. A partir de então, Zélia Gattai trabalhou ao lado do marido, passando a limpo, à máquina, seus originais e o auxiliando no processo de revisão.
Em 1946, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu o filho João Jorge, em 1947. Um ano depois, com o Partido Comunista declarado ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a família teve que se exilar.
Viveram em Paris por três anos, período em que Zélia Gattai fez os cursos de civilização francesa, fonética e língua francesa na Sorbonne. De 1950 a 1952, a família viveu na Checoslováquia, onde nasceu a filha Paloma. Foi neste tempo de exílio que Zélia Gattai começou a fazer fotografias, tornando-se responsável pelo registro, em imagens, de cada um dos momentos importantes da vida do escritor baiano.
Em 1963, mudou-se com a família para a casa do Rio Vermelho , em Salvador, na Bahia, onde tinha um laboratório e se dedicava à fotografia, tendo lançado a fotobiografia de Jorge Amado intitulada Reportagem incompleta.
A escritora
Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias. O livro de estréia, Anarquistas, graças a Deus, ao completar vinte anos da primeira edição, já contava mais de duzentos mil exemplares vendidos no Brasil. Sua obra é composta de nove livros de memórias, três livros infantis, uma fotobiografia e um romance. Alguns de seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o alemão e o russo.
Anarquistas, graças a Deus foi adaptado para minissérie pela Rede Globo e Um chapéu para viagem foi adaptado para o teatro.
Prêmios e homenagens
Baiana por merecimento, Zélia Gattai recebeu em 1984 o título de Cidadã da Cidade do Salvador.
Na França, recebeu o título de Cidadã de Honra da comuna de Mirabeau(1985) e a Comenda des Arts et des Lettres, do governo francês (1998). Recebeu ainda, no grau de comendadora, as ordens do Mérito da Bahia (1994) e do Infante Dom Henrique (Portugal, 1986).
A prefeitura de Taperoá, no estado da Bahia, homenageou Zélia Gattai dando o nome da escritora à sua Fundação de Cultura e Turismo, em 2001.
Em 2001, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 23, anteriormente ocupada por Jorge Amado, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono. No mesmo ano, foi eleita para a Academia de Letras da Bahia e para a Academia Ilheense de Letras. Em 2002, tomou posse nas três. É mãe de Luis Carlos, Paloma e João Jorge. É amiga de personalidades e gente simples. No lançamento do livro 'Jorge Amado: um baiano romântico e sensual, em 2002, em uma livraria de Salvador, estavam pessoas como Antonio Carlos Magalhães, Sossó, Calasans Neto, Miguel Arcanjo Prado, Auta Rosa, Bruna Lima, Antonio Imbassahy e James Amado, entre outros.
Ao lançar seu primeiro livro, Anarquistas graças a Deus, Zélia Gattai recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária de 1979. No ano seguinte, recebeu o Prêmio da Associação de Imprensa, o Prêmio McKeen e o Troféu Dante Alighieri. A Secretaria de Educação do Estado da Bahia concedeu-lhe a Medalha Castro Alves, em 1987. Em 1988, recebeu o Troféu Avon, como destaque da área cultural e o Prêmio Destaque do Ano de 1988, pelo livro Jardim de inverno. O livro de memórias Chão de meninos recebeu o Prêmio Alejandro José Cabassa, da União Brasileira de Escritores, em 1994.
Obra

Anarquistas Graças a Deus, 1979 (memórias)
Um Chapéu Para Viagem, 1982 (memórias)
Pássaros Noturnos do Abaeté, 1983
Senhora Dona do Baile, 1984 (memórias)
Reportagem Incompleta, 1987 (memórias)
Jardim de Inverno, 1988 (memórias)
Pipistrelo das Mil Cores, 1989 (literatura infantil)
O Segredo da Rua 18, 1991 (literatura infantil)
Chão de Meninos, 1992 (memórias)
Crônica de Uma Namorada, 1995 (romance)
A Casa do Rio Vermelho, 1999 (memórias)
Cittá di Roma, 2000 (memórias)
Jonas e a Sereia, 2000 (literatura infantil)
Códigos de Família, 2001
Um Baiano Romântico e Sensual, 2002

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9lia_Gattai

Gustavo Barroso


"Os poetas são como as crianças.
É seu destino cantar diante da vida."
(Gustavo Barroso)

ZÉLIA GATTAI


"Continuo achando graça nas coisas, gostando cada vez mais das pessoas, curiosa sobre tudo, imune ao vinagre, às amarguras, aos rancores."
(Zélia Gattai).

Zelia Gattai


Tributo a Zélia Gattai (1916-2008)

"Homens Maduros...

Há uma indisfarçável e sedutora beleza na personalidade de muitos homens que hoje estão na idade madura.

É claro que toda regra tem as suas exceções, e cada idade tem o seu próprio valor.Porém, com toda a consideração e respeito às demais idades, destacaremos aqui uma classe de homens que são companhias agradabilíssimas: os que hoje são quarentões e cinquentões.

Percebe-se com uma certa facilidade, a sensibilidade de seus corações, a devoção que eles tem pelo que há de mais belo: o sentimentalismo.

Eles são mais inteligentes, vividos, charmosos, eloqüentes. Sabem o que falam, e sabem falar na hora certa. São cativantes, sabem fazer-se presentes, sem incomodar. Sabem conquistar uma boa amizade.

Em termos de relacionamentos, trocam quantidade pela qualidade, visão aguçada sobre os valores da vida, sabem tratar uma mulher com respeito e carinho.

São homens especiais, românticos, interessantes e atraentes pelo que possuem na sua forma de ser, de pensar, e de viver.

Na forma de encarar a vida, são mais poéticos, mais sentimentais, mais emocionais e mais emocionantes.

Homens mais amadurecidos têm maior desenvoltura no trato com as mulheres, sabem reconhecer as suas qualidades, são mais espirituosos, discretos, compreensivos e mais educados.

A razão pela qual muitos homens maduros possuem estas qualidades maravilhosas deve-se a vários fatores: a opção de ser e de viver de cada um, suas personalidades, formação própria e familiar, suas raízes, sabedoria, gostos individuais, etc...

Mas eu creio que em parte, há uma boa parcela de influência nos modos de viver de uma época, filmes e músicas ouvidas e curtidas deixaram boas recordações da sua juventude, um tempo não tão remoto, mas que com certeza, não volta mais.

A juventude passou, mas deixou “gravado” neles, a forma mais sublime e romântica de viver. Hoje eles possuem uma “bagagem” de conhecimento, experiências, maturidade e inteligência que foram acumulando com o passar dos anos.

O tempo se encarregou de distingui-los dos demais: deixando os seus cabelos cor-de-prata, os movimentos mais suaves, a voz pausada, porém mais sonora, hoje eles são homens que marcaram sua época. Eu tenho a felicidade de ter alguns deles como amigos virtuais, mesmo não os vendo pessoalmente, percebo estas características através de suas palavras e gestos.

Muitos deles hoje “dominam” com habilidade e destreza essas máquinas virtuais, comprovando que nem o avanço da tecnologia lhes esfriou os sentimentos, pois ainda se encantam com versos, rimas, músicas e palavras de amor, nem lhes diminuiu a grande capacidade de amar, sentir e expressar seus sentimentos.

Muitos se tornaram poetas, outros amam a poesia.

Porque o mais importante não é a idade denunciada nos detalhes de suas fisionomias e sim os raros valores de suas personalidades.

O importante é perceber que os seus corações permanecem jovens...

São homens maduros, e que nós, mulheres de hoje, temos o privilégio de poder admirá-los.

Um abraço,

Zélia Gattai"

Rosane Silveira


Quando o amor chegar
Quando o amor chegar
A vossos corações
Não vos torneis temerosos
Simplesmente sinta
A essência vital que vem dele
E creia é através dele
Que seus dias passarão a ser mais lindos
E suas noites de sonhos
Quando o amor chegar
Em vossos corações
Não vos torneis egoístas
Compartilhe com o maior número de pessoas
Quantas puderem
Porque quando o amor se apossa de nossas almas
Uma luz intensa emana de nossos corações
E todo o universo conspira à favor daquele que ama
Tudo fica mais maleável ao toque das mãos de quem ama
Os corações endurecidos pelo tempo de dor ficam mais
Suscetíveis aos afagos das mãos daquele que amam
Então... quando o amor vos chegar
Se apresente a ele com teu coração sem temor
E terás a experiência mais fantástica que um ser humano já teve:
A experiência do amor em vosso coração.
(Rosane Silveira)

Carolina Salcides


Ventre Vida

Ventre vida
Vida flor
Flor bela
Belo amor.
Amor dela
Dela a dor
Dor do mundo
Do mundo a flor.
Flor frágil
Flor murcha
Flor minha
Minha dor.
Dou-te ela
Dou-te vida
Flor ventre
Corpo amor.
Podas ela
Despes eu
Mata sonho
Sonho meu.
Gotas d’água
Brilho sol
Vento fresco
Vendaval.
Varre tudo
Remexe fundo
Renasce o mundo
Mundo meu.
Sempre amor
Sempre flor
Floresce forte
Depois da morte.
Raiz minha
Raiz forte
Flor linda
Linda sorte.
A minha vida
A minha morte.
" Podem podar meu caule, minhas folhas, frutos e flores
Mas não podem arrancar minha raiz"!
(Carolina Salcides)

Dionísio Dinis


Das cerejas...

Enquanto comia as palavras,
das cerejas fazia brincos de princesa,
e com ela,
em majestática comunhão
ornávamos o palato dos doces frutos.
Então… inevitavelmente, multiplicavam-se
as palavras rubras!
(Dionísio Dinis)

Oswaldo Antônio Begiato


NO NÃO DIZER
Não estou
Não sou
Não vou
Não mudo
Não quero
Não pode
Não
Pronto
E ponto.
Há no não dizer
Uma inescrutável euforia
Uma inestimável alforria
(Oswaldo Antônio Begiato)

Ataíde Lemos


Entregar-me-ei
Tão bela, tão mulher você apareceu
Um sonho de verão que surgiu
Em plena mudança de estação.
Teu olhar sedutor conquistou meu coração
Não terei medo e embarcarei nesta ilusão
É um amor que me faz enlouquecer
Entregarei sem reservas pra você
Não quero abdicar-me nenhum momento
Deixando de viver este lindo sentimento.
Não vou ouvir a voz da razão
Não darei à ela vazão
Mergulharei de cabeça nesta paixão
Você surgiu e algo novo ocorreu
Minha vida que era breu floresceu.
(Ataíde Lemos)

VALQUÍRIA CORDEIRO


Meu bem!

Não consigo mais disfarçar,
Que estou a olhar pra outro alguém,
Quando só tenho olhos pra você...
_Meu bem!

Não vou mais fingir,
Que meu coração não tem dono,
Ou que não sou de ninguém,
Quando sempre fui só sua...
_Meu bem!

Não vou mais segurar,
Á vontade de você,
Que dia e noite vem...
Preciso correr pro seus braços,
_Meu bem!
(Valquíria Cordeiro)

Cáh Morandi


só há uma forma de se estar perto
quando se está muito longe:
se fecha os olhos, bem forte,
e pensa e deseja muito, muito, muito
estar juntinho de quem ama.
Porque no amor tem dessas coisas.
...a gente só não pode abrir os olhos
...a gente só não pode deixar de acreditar
(Cáh Morandi)

MAXUEL SCORPIANO

...Sombras....
Hoje Amor Não me Resta Mais O Sol,
Outonos Nublados Minha Vida Ficou,
Hoje Amor Sou Como Água da Chuva
Que Escorre das Calçadas...
Desde Que Você me Deixou,
Sou Sóbras Daquele Homem
Que Sempre Te Amou,
Sou Apenas Sombras
de Uma Linda Recordação
Que Foi o Nosso Amor.
_MAXUEL SCORPIANO_

VALQUÍRIA CORDEIRO


O meu abraço
Um abraço meu,
Apertado e quente,
Afaga a tua alma,
E liberta o nosso amor caliente...
Um abraço meu,
Improvisado e gostoso,
Tira os seus temores,
E faz de você mais amoroso...
Um abraço meu,
Cheio de malícias,
Atiça nossa paixão,
E nos leva a caminhos de delicias...
Um abraço meu,
Cheio de muito jeito,
Aquece nossos dias,
E faz bater forte o coração,
Que no peito...
Já pedia por um abraço meu.
((Valquíria Cordeiro))
18/05/2008

VALQUÍRIA CORDEIRO

Enigma do amor....
Não é preciso dizer nada,
os olhares dizem tudo...
Nem tão pouco tentar entender, pois,
O coração dês vendera todos os mistérios.
((Valquíria Cordeiro))

VALQUÍRIA CORDEIRO


ART BY TEREZINHA IRINEU

VALQUÍRIA CORDEIRO


ART BY TEREZINHA IRINEU

VAN ALBUQUERQUE


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BERNADETTE - AMARELA