terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Gordinhas X Magrinhas

Mulher gordinha
É como Mortadela :
-Redondinha
-Cheia de gordurinhas
-Gostosa
-Quem prova se delicia
-Mas ninguém conta que comeu


Mulher Magrinha
É como Alface:
-Não tem gosto de nada
-Para aguçar o paladar tem que ser feita de "trouxa"
-Não satisfaz ninguém
Mas todo mundo adora dizer que come .

Põe-me as mãos nos ombros...

Põe-me as mãos nos ombros...
Beija-me na fronte...
Minha vida é escombros,
A minha alma insonte.
Eu não sei por quê,
Meu desde onde venho,
Sou o ser que vê,
E vê tudo estranho.



Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.
(Fernando Pessoa)

POETA MINEIRO

MULHER, A JÓIA MAIS BELA


Quando o mundo foi criado
Por este SER poderoso
Criou a jóia mais rara
O brilhante mais precioso



Ela nos da à vida
Nos conforta e acalenta
Com o amor mais profundo
Nunca reclama, sempre agüenta.



O mundo não teria
Tanta graça sem você
Nos mostra a beleza da vida
E nos faz renascer,



É sublime e delicada,
Mas uma ferra também
Nos transforma em amante
Às vezes até em refém.



O homem não é nada
Se não tem esse ser,
Essa jóia tão valiosa
Que nos faz enlouquecer.
(Autor: Poeta Mineiro...20/05/06-as 18h26min...)

ZAIRA

LYA PORTO

ZAIRA

LYA PORTO

LETÍCIA STERM



Uma criança sempre pode

ensinar três coisas a um adulto:

a ficar contente sem motivo,

e estar sempre ocupado com alguma coisa,

e a saber exigir - com toda força -

aquilo que deseja.

(Paulo Coelho)

INDELÉVEIS


As tatuagens,
não eram cicatrizes.
Eram gravuras,
eram caleidoscópios.
As cicatrizes,
tatuagens não eram.
Eram marcas,
ícones,
vestígios de dor.
(Waldir Pedrosa Amorim)



Aprendi que...

não posso exigir oamor de ninguém.

Posso apenas dar boas

razões para que gostem

de mim e ter a paciência

para que a vida faça o resto...

(William Shakespeare )

TEMPO

(Mário Quintana)
Com o tempo você vai percebendo
que pra ser feliz com outra pessoa,
precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama,
ou acha que ama, e que não quer nada com você,
definitivamente não é o homem/mulher da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você,
e principalmente, gostar de quem também gosta de você.
Com o tempo você vai aprender que o segredo
não é correr atrás das borboletas mas sim cuidar do jardim,
para que elas venham até você.
No final das contas,
você vai achar não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você.

MENINA COLORIDA

Tenho que falar
que te amo,
menina colorida,
só pra que não escape
este ensejo de te ter,
flor distraída.
Pingada de encanto
neste canto da vida.
Terna...
Mais que perfeita...
Figura de amiga sabida,
ensopada do orvalho,
que a toalha não enxuga.
(

JOÃO VICTOR E ANNA VICTÓRIA

Cai Cai Balão
Cai cai balão
Cai cai balão,
cai cai balão
Na rua do sabão
Não Cai não,
não cai não,
não cai não
Cai aqui na minha mão!
Cai cai balão,
cai cai balão
Aqui na minha mão
Não vou lá,
não vou lá,
não vou lá
Tenho medo de apanhar!
(Manuel Bandeira)

À saia balão




Balão, balão, balão! cúpula errante,
Atrevido cometa de ampla roda,
Que invades triunfante
Os horizontes frívolos da moda;
Tenho afinado já para contar-te
Meu rude rabecão;
Vou teu nome espalhar por toda parte,
Balão, balão, balão!



E para que não vá tua memória
Do esquecimento ao pélago sinistro,
Teu nome hoje registro
Da poesia nos galantes fastos,
E para receber teu nome e glória,
Do porvir te franqueio os campos vastos.



Em torno ao cinto de gentil beldade
Desdobrando o teu âmbito estupendo,
As ruas da cidade
Co'a longa cauda ao longe vais varrendo;
E nessas vastas roçagantes pregas
De teu túmido bojo,
Nesse ardor de conquistas em que ofegas,
O que encontras, levando vais de rojo,
Qual máquina de guerra,
Que inda os mais fortes corações aterra.



Quantas vezes rendido e fulminado
Um pobre coração,
Não vai por essas ruas arrastado
Na cauda de um balão.
Mal despontas, a turba numerosa
À direita e à esquerda,
De tempo, sem mais perda
Amplo caminho te abre respeitosa;
E com esses requebros sedutores
Com que saracoteias,
A chama dos amores
Em mais de um coração a furto ateias.




Sexo lindo e gentil - foco de enigmas! -,
Quando és ambicioso,
Que o círculo espaçoso
De teus domínios inda em pouco estimas;
Queres mostrar a força onipotente
De teu mimoso braço;
De render corações já não contente,
Inda pretendes conquistar o espaço!...




Outrora já c'os atrevido pentes
E as toucas alterosas,
As regiões buscavas eminentes,
Onde giram as nuvens tormentosas;
Como para vingar-te da natura,
Que assim te fez pequena de estatura.




Mudaste enfim de norte,
E aumentando o diâmetro pretendes
Avantajar-te agora de outra sorte
Na cauda do balão, que tanto estendes.
Queres em torno espaço.
Té onde possas desdobrar teu braço.




Assim com tuas artes engenhosas
Sem medo de estourar tu vais inchando,
E os reinos teus c'oas vestes volumosas
Ao longe sem limites dilatando,
Conquistas na largura
O que não podes conseguir na altura.



Mas ah! por que o meneio gracioso
De teu airoso porte
Sepultas por tal sorte
Nesse mundo de saias portentoso?
Por que razão cuidados mil não poupas
Pra ver tua beleza tão prezada
Sumir-se-te afogada
Nesse pesado pélago de roupas?




Sim, de que serve ver as crespas ondas
De túrgidos balão
A rugirem bojudas e redondas
Movendo-se em contínua oscilação;
- Vasto sepulcro, onde a beleza cega
Seus encantos sepulta sem piedade,
- Em pavezada nau, em que navega
A todo pano a feminil vaidade? -



De que serve enfeitas da vasta roda
Os estufados flancos ilusórios
Com esses infinitos acessórios,
Que vai criando a inesgotável moda,
De babados, de gregas, fitas, rendas,
De franjas, de vidrilhos,
E outros mil badulaques e fazendas,
Que os olhos enchem de importunos brilhos,
Se no seio de tão tofuda mouta
Mal se pode saber que ente se acouta?!



De uma palmeira à graciosa imagem,
Que flácida se arqueia
Ao sopro d'aura, quando lhe meneia
A trêmula ramagem,
Comparam os poetas
As virgens de seus sonhos mais diletas.
Mas hoje onde achar pode a poesia
Imagem, que as bem pinte e as enobreça,
Depois que deu-lhes singular mania
De atufarem-se em roupa tão espessa;
Se eram antes esbeltas qual palmeiras,
Hoje podem chamar-se - gameleiras.



Também o cisne, que garboso fende
De manso lago as ondas azuladas
E o níveo colo estende
Por sobre as águas dele enamoradas,
Dos poetas na vívida linguagem
De uma bela retrata a pura imagem.



Mas hoje a moça, que se traja à moda,
Só se pode chamar peru de roda.
Quais entre densas nuvens conglobadas
Em hórrido bulcão
Vão perder-se as estrelas afogadas
Em funda escuridão,
Tal da beleza a sedutora imagem
Some-se envolta em túmida roupagem.



Balão, balão, balão! - fatal presente,
Com que brindou das belas a inconstância
A caprichosa moda impertinente,
Sepulcro da elegância,
Tirano do bom gosto, horror das graças,
Render-te os cultos meus não posso, não;
Roam-te sem cessar ratos e traças,
Balão, balão, balão.



-----------------------------------



Ó tu, que eu amaria, se na vida
De amor feliz restasse-me esperança,
E cuja linda imagem tão querida
Eu trago de contínuo na lembrança,
Tu, que no rosto e no ademã singelo
Das filhas de Helen és vivo modelo;



Nunca escondas teu gesto peregrino,
E da estreita cintura o airoso talhe,
E as graças desse teu porte divino,
Nesse amplo detalhe
De roupas, que destroem-te a beleza
Dos dons de que adornou-te a natureza.


De que serve entre véus, toucas e fitas,
Ao peso dos vestidos varredores,
De marabouts, de rendas e de flores
Tuas formas trazer gemendo aflitas,
A ti, que no teu rosto tão viçosas
De tua primavera tens as rosas?...



Pudesse eu ver-te das belezas gregas,
Quais as figuram mármores divinos,
Na túnica gentil, não farta em pregas,
Envolver teus contornos peregrinos;
E ver dessa figura, que me encanta,
O altivo porte desdobrando a aragem
De Diana, de Hero, ou de Atalanta
A clássica roupagem!...



Em simples trança no alto da cabeça,
As fúlgidas madeixas apanhadas;
E a veste pouco espessa
Desenhando-te as formas delicadas,
Ao sopro das aragens ondulando,
Teus puros membros mórbida beijando.



E as nobres linhas do perfil correto
De importunos ornatos destoucadas,
Em toda a luz de seu formoso aspecto
Fulgindo iluminadas
Por sob a curva dessa fronte bela,
Em que tanto esmerou-se a natureza;
E o braço nu, e a túnica singela
Com broche de ouro aos alvos ombros presa.



Mas não o quer o mundo, onde hoje impera
A moda soberana
-Esquivar-se pra sempre, oh! quem pudera
À sua lei tirana!...


Balão, balão, balão! - fatal presente,
Com que brindou das belas a inconstância
A caprichosa moda impertinente,
Sepulcro da elegância,
Tirano do bom gosto, horror das graças!...


Render-te os cultos meus não posso, não;
Roam-te sem cessar ratos e traças,
Balão, balão, balão.
(Bernardo Guimarães /Rio de Janeiro, 18 de julho de 1859)




JOÃO VICTOR


CILMARA

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

ROSAS

Você pode me ver
Do jeito que quiser
Eu não vou fazer esforço
Prá te contrariar
De tantas mil maneiras
Que eu posso ser
Estou certa que uma delas
Vai te agradar...
Porque eu sou feita pro amor
Da cabeça aos pés
E não faço outra coisa
Do que me doar
Se causei alguma dor
Não foi por querer
Nunca tive a intenção
De te machucar...
Porque eu gosto é de rosas
E rosas, de rosas
Acompanhadas de um bilhete
Me deixam nervosa...
Toda mulher gosta de rosas
E rosas, de rosas
Muitas vezes são vermelhas
Mas sempre são rosas...
Se teu santo por acaso
Não bater com o meu
Eu retomo o meu caminho
E nada a declarar
Meia culpa cada um
Que vá cuidar do seu
Se for só um arranhão
Eu não vou nem soprar...
Porque eu sou feita pro amor
Da cabeça aos pés
E não faço outra coisa
Do que me doar
Se causei alguma dor
Não foi por querer
Nunca tive a intenção
De te machucar
Porque eu gosto é de rosas
E rosas, de rosas
Acompanhadas de um bilhete
Me deixam nervosa...
Toda mulher gosta de rosas
E rosas, de rosas
Muitas vezes são vermelhas
Mas sempre são rosas...
Porque eu gosto é de rosas
E rosas, de rosas
Acompanhadas de um bilhete
Me deixam nervosa...
Toda mulher gosta de rosas
E rosas, de rosas
Muitas vezes são vermelhas
Mas sempre são rosas...
Você pode me ver
Do jeito que quiser
Eu não vou fazer esforço
Prá te contrariar
De tantas mil maneiras
Que eu posso ser
Estou certa que uma delas
Vai te agradar...

Cantora: Ana Carolina
Composição: Totonho Villeroy

Um rouxinol!...
E na hora do jantar
a família reunida.
(Buson)
P. S.: Esta é para o João Victor e Anna Victória...Meus NETOS AMADOS!!!!

LYA PORTO

LYA PORTO

LYA PORTO

LYA PORTO

NIZARDO WANDERLEY

LYA PORTO

ENTRE O SONO E O SONHO

Entre o sono e o sonho,
Entre mim e o que em mim me suponho,
Corre um rio sem fim.


Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.


Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.


E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre
-Esse rio sem fim.
(Fernando Pessoa)

LYA PORTO

LYA PORTO

Cai A Tarde

Tarde cai a tarde
E a sombra vem andando pelo chão
Tarde cai a tarde
E a saudade
Também cai no coração



Pois alguém foi embora e não voltou
E outro alguém tão sozinho aqui chorou
Tarde cai a tarde
Cai o pranto dos meus olhos sem amor



Vento sopra vento
Levantando a poeirada pelo chão
Vento sopra vento
Sopra forte dentro do meu coração



Folha seca você já carregou
Então leva a saudade que ficou
Tarde cai a tarde
Cai a tarde na minha vida sem amor



Tarde cai a tarde
Cai a tarde na minha vida sem amor
(Antonio Carlos Jobim)