terça-feira, 10 de junho de 2008

Charles Baudelaire


"- Meu belo cão, meu cãozinho, meu querido totó, vem cá, vem respirar um excelente perfume comprado no melhor perfumista da cidade.
E o cão, agitando a cauda, o que é, suponho, entre esses pobres seres, o sinal correspondente ao riso e ao sorriso, aproxima-se e, curioso, mete o nariz úmido no frasco destampado; porém subitamente, recuando de susto, late contra mim, à feição de reprimenda.
- Ah, miserável cão! Se eu te houvesse oferecido um embrulho de excremento, decerto o cheirarias com delícia e talvez o tivesses devorado. Assim, ó indigno companheiro de minha triste vida, tu te assemelhas ao público, a quem nunca se devem apresentar perfumes delicados, que o exasperam, mas imundíces cuidadosamente escolhidas."
(Charles Baudelaire – Tradução Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)

2 comentários:

luz dos olhos disse...

bem vc postou mas n comentou, gostaria de sber o q vc pensa sobre isso. eu n gosto de cachorros, e acho que as pessoas gostam de fragancias delicadas mas n tem condição de te-las, optando por uma pior, assim como o cachorro. imagine um cachorro usando, ou bebendo perfume? aja dinheiro! kkkk
bjoss

Graciela Leães Alvares da Cunha disse...

Eu Amo os cahorro, inclusive tenho dois....Eu amo todos os animais