terça-feira, 18 de março de 2008

Canto Alegretense


Não me perguntes onde fica o Alegrete,
segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
e ouvirás toque de gaita e de violão.
Pra quem chega de Rosário ao fim da tarde
ou quem vem de Uruguaiana de manhã
tem o sol como uma brasa que ainda arde,
mergulhado no rio Ibirapuitã.
Ouve o canto gauchesco e brasileiro
desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoati de mel campeiro;
pedra moura das quebradas do Inhamduí.
E na hora derradeira que eu mereça
ver o sol alegretense entardecer
como os potros vou virar minha cabeça
para os pagos no momento de morrer.
E nos olhos vou levar o encantamento
desta terra que eu amei com devoção
cada verso que eu componho é um pagamento
de uma dívida de amor e gratidão.
(Antonio Fagundes/Bagre Fagundes)
Ginete: pessoa que monta bem,
com firmeza e garbo
Tuna: qualquer cactácea
(cactus)
Camoatim: vespa

SANTA JOSEFA


Josefa era uma moça escrava,
muito linda e muito religiosa,
que pertencia a um rico senhor,
em Cachoeira do Sul.
Este vivia perseguindo
a jovem negra em busca
de seus amores.
Pura como era,
Josefa resistia a tudo,
até mesmo diante
das ameaças de morte
que vinha recebendo.
Um dia, o patrão
enlouqueceu de desejo:
botou-se na moça
com toda a fúria,
mas Josefa fugia
e lutava em
defesa de sua honra.
Vai daí o patrão
começou a bater nela,
com socos e pontapés,
até que Josefa morreu.
O homem então,
simplesmente mandou abrir
uma cova e aí
enterrar a escrava virtuosa.
Loucos de medo,
os outros escravos
cumpriram a ordem.
Mas - coisa estranha! -
com o passar dos dias
começou a escorrer sangue
do túmulo rústico de Josefa.
A terra vertia sangue!
Os escravos, primeiro,
e outros, depois, deram
em acender velas em
memória da morta e diz-que
o próprio patrão, com o tempo
mandou erguer uma capelinha.
Hoje, bem no centro da bela
e imponente Cachoeira do Sul
ergue-se a capela da Santa Josefa
e atrás, no pátio dos fundos,
está seu túmulo.
Talvez não verta mais sangue,
reconhecida que foi
a sua pureza e religiosidade,
mas atende os pedidos
que lhes fazem milhares de crentes,
que vem até de longe.
Escrevem bilhetes para
a Santa Negra,
que deixam sobre o túmulo,
apertado por um vaso
ou uma pedra.
O túmulo, mesmo,
está sempre limpo e enfeitado.
Ao receberem a graça pedida,
os crentes colocam placas -
inúmeras!
no local, cheios de gratidão e fé.
(Antonio Augusto Fagundes)

MARIA CONGA




O RESSUSCITADO
Esta é uma Lenda Negra registrada por Apolinário Porto Alegre, no seu livro "Vaqueano".
"O pai Curruira, filho do reino de Benin, acaba de morrer com noventa e três anos pelos cálculos de seus companheiros. Morreu, e a tristeza não se estereotipa nos rostos azevichados da cafraria; a angústia e o alarido de carpideiras não cercam o corpo do finado, como última homenagem a seus restos. Ao contrário, o urucongo e o bujamé despedem sons festivos. Cada matrona e cada rapariga se enastrou do melhor que pôde. Colares e manilhas de missangas de coral e vidrilho com caurins entremeados ou pendentes lhe cingem a garganta e os pulsos, fazendo ao reflexo variegado realçar o ébano da cútis. O candombe deslaçado em meneios lascivos, o canto de diapasão áspero e monótono formam o cortejo mortuário em roda do cadáver.
Presidia a festa, que simulava estranha macabra de vampiros ou bruxas, Maria a Conga, a quem a senzala venerava como rainha ou fetiche de um culto profundo.
- Mãe Maria, perguntou um crioulo vivo e esperto como um demônio traquinas como todo moleque -, por que o branco chora quando morre um dos seus e o negro ri?
- O negro, respondeu a respeitável veterana, passando a masca de fumo de um lado para o outro da bochecha - morre aqui para viver na África. Vai ver o berço em que nasceu debaixo das tamareiras e abóboras, vai correr as areias em que brincou em tempo de criança, vai ver a pátria.
O crioulo arregalou ao princípio os olhos, pensou por instantes e, em seguida, coçando a cabeça, a sacudiu em ar de dúvida.
- Quem morre então vive depois? - ajuntou.
- Não crês, menino? Vou contar o que aconteceu ao irmão de Inhabané.
- Mãe Maria vai contar uma história! Hih! Hih! Hih! Venham ouvir.
E de contente saltava como um cabrito. Logo um cardume de cabeças infantis e alegres, mostrando os dentes alvos como as presas do elefante, com as pupilas de gazela avivadas pela curiosidade, ferveu em torno da velha negra.
Músicas, cantos e danças sustaram.
Todos quiseram ouvir a palavra do oráculo de suas crenças, da pitonisa africana que guardava no coração as memórias da pátria distante. Mãe Maria tomou um cepo junto ao fogo. Os mais cruzaram as pernas no chão de argila pousando o cotovelo sobre elas e a face sobre a mão. É a atitude de quem quer ouvir atentamente.
Em pouco nem o mais leve ruído saía do círculo, de gente, cujo centro era a venerando Maria. Até a respiração parecia estar sufocada.
Ela começou pausada como a prudência, solene como um mistério:
- Muitos anos já vão, filhos, desde o tempo em que Inhabané, junto às águas de Cuanza, fazia guerra aos homens do outro lado do mar! Muitos! Quantas vezes já as árvores não despiram as folhas?
- Quem era Inhabané, Mãe Maria? Quem era Inhabané? - interrogaram em coro.
- Rei e senhor de Cassange... A velha que fala agora não era como vêem. Hoje está curvada ao peso dos anos, não caminha, nem pode trabalhar... Oh, naqueles tempos ! Bons tempos em que tinha por cama finas esteiras de Loanda, e vestia lindas roupas de pele e tinha os caurins do mar e pisava o tibar, ambição do branco. Então meu corpo era direito como a palmeira, ligeiro como o gamo dos montes de Kong... Ah! Bons tempos de Cassange que Maria há de tornar a ver!...
- Bons tempos de Cassange! Bons tempos! - repetia multidão com a fidelidade de um eco quando ela curvava fronte senil no seio das recordações e nas saudades do berço.
Depois de instantes de místico recolhimento, prosseguiu:
- Os homens do outro lado do mar venceram a Inhabané, o guerreiro, o valente, a esperança de Cassange. Ele foi preso, ligado e vendido para as terras dos Brasis.
- Mau branco! Mau branco! - rumorejavam os ouvintes com assomos de ódio.
- Inhabané teve um ruim senhor que amou a mulher do cativo e quis tomá-la. Era Kuniah, formosa entre as formosas. E Kuniah resistiu, porque tinha um coração que não era dela, era de Inhabané, seu senhor e seu rei e pai de seus filhos. Kuniah resistiu e teve o corpo cortado ao açoite e foi vendida longe dos filhos e do marido, alegria e sol de sua vida.
- Que dor, Mãe Maria! Que dor! - gemia a turma.
- Inhabané teve uma tempestade aqui - e a velha pôs a mão rugosa sobre o peito -, feriu o perseguidor de Kuniah. Pobre rei! Foi levado ao tronco como o último dos servos, o laço regoou suas carnes, o sangue do príncipe de Cassange ensopou a terra do cativeiro.
Ah! quizília de branco! - E a cafraria saltava de pé, trêmula e fula de cólera, o olhar ardente e sanguíneo, as crispadas pelo ódio e desejo de vingança, o gesto saturado de ameaças.
- Filhos, silêncio! - E desatou um ademane imperativo para que sentassem.
Tudo voltou à imobilidade das cariátides no sopé do antigo monumento.
- O rei de Camange sofreu muito. .. muito! Desonrado procurou um jerivá que recordava a pátria em suas palmas, subiu até o olho do coqueiro, atou um cipó e enforcou-se.
- Pobre Inhabané! - murmuraram em tom pungente.
- Feliz! feliz! repeti, filhos. . . - E atirava longe de si a masca com um movimento de inspirada.
Todos a fitaram pasmados, Ela continuou.
- Ninguém viu dependurado o príncipe, sem chorá-lo. Quando foram no outro dia buscar o corpo para enterrar tinha desaparecido.
- Tinha desaparecido!? - perguntaram boquiabertos.
- É verdade, Inhabané tinha dormido nas terras do cativeiro para acordar nas terras da pátria.
- Quem viu? - interrogou o crioulo que der, motivo narração.
- Maria viu, menino. Era de madrugada. Maria inda era livre, ia banhar-se nas águas do Cuanza. Então Inhabané saíra dentre as palmas de uma tamareira, contemplava como num sonho o país que há tanto deixara e vinha de novo possuir. Desceu e começou uma guerra de morte contra os inimigos. Esperemos, filhos. O pai Curruira foi hoje, amanhã nós iremos. Quem diz é Mãe Maria.
- Amanhã iremos... nós iremos - repetiam profunda fé.
Por momentos trataram do caso, sem comentários, e em seguida foram renovar com mais entusiasmo as festas em tomo do finado.
Eis o que a escrava narrara ao pequeno José Avençal, pouco mais ou menos.
Era uma cena a que havia pouco assistira nos galpões da senzala."
(Texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO)

ALGARISMO



Passou no concurso foi trabalhar naquele posto de atendimento da Avenida Olegário Maciel. Sua missão, acompanhar desempenho das máquinas e socorrer dúvidas dos usuários clientes. Tarefa um tanto ingrata, mas se é no Banco do Brasil menos mal, emprego estável.Vou pagar conta de telefone, máquina recusa. Pede que eu digite cada algarismo daquele enorme código de barras. Sigo instrução, máquina recusa. Ele á nova na idade e na missão. Isabel ri, pede a conta e diante da máquina mostra serviço. Posiciona o código, máquina recusa. Olha para mim e diz que isso é normal, acontece. Digita aquela quantidade de algarismos, máquina recusa. Estamos os dois decididos a desprezar aquela máquina. Vamos para outra que age da mesma maneira. E assim passamos por três ou quatro máquinas. Pronto para desistir, mais pelo desalento da Isabel, digo-lhe que é assim mesmo, acontece. Ela não aceita. De repente Isabel pede para tentar pela última vez. A máquina aceita. Pergunto o que ela fez. Seu riso é alegria alívio vitória. Mostra aquele algarismo que está assim meio apagado. Ao invés de três, digitou oito. A danada da máquina aceitou e consegui pagar a tal conta.
Belo Horizonte, 13 março 2008
(Escrito por Cadinho RoCo)

NÚMEROS



Somos, matematicamente,
formados
por números irracionais tendendo,
no limite,
a racionalidade integral.

-X-

Múltiplos comuns, primos entre si,
elevados ao quadrado da hipotenusa,
dividem, minimamente,
o raio e a raiz,
quadrados que somos.

-X-

Nessa sequência lógica me perco,
subtraio sem multiplicar,
somo, sem dividir,
encontro,
no infinito paralelo das retas,
a duvidosa união dos conjuntos.
(Ricardo Rayol)
Inspirado no texto "Algarismo" do Cadinho Roco.

RetratO


Eu sou de lua à noite
De sol de dia..
Sou de chuva à tarde..
Sou de mel e vaidade.
Dia escurecido se você não vem
Noite de imensos sóis quando minhas mãos te têm
Sou a exaustão do amor correspondido
Sofreguidão do coração que ama com amor desmedido.
(Anne Baylor)

"EUZINHA" e "TUZINHA"




Feliz Páscoa em outras línguas


Na Tchecoslováquia
VESELE VANOCE
Na Alemanha
SCHÖNE OSTERN
Na Itália
BUONA PASQUA
No Laos
SOUK SAN VAN EASTER
Na Macedônia
SREKEN VELIGDEN
Em Inglês
HAPPY EASTER
Na França
JOYEUSES PÂQUES
Na Grécia
KALO PASKA
Na China
FOUAI HWO GIE QUAI LE
Em árabe
EID-FOSS'H MUBARAK
Na Croácia
SRETUN USKRS


Nós aqui...Brasil:

FELIZ PÁSCOA!!!!

P.S.: E depois falam que coelho é só para as crianças.....um coelho assim...euzinha..espero na madruga de Domingo!!!(rsrsrsrsrs)...


.....vamos....ter que descobrir....rsrsrsrsrsrs

ESTA VIDA NÃO VIVI


Será que na vida não vive
Quem na vida já viveu?
Ou será que terá vida
Quem nesta vida sofreu.
E eu que morri e que vivo
Dentro do mundo que passou:
Nos versos que não morrerão
Após rasgar a vida
Irão lembrar quem chorou
E esta vida não viveu.
(Rogério Martins Simões)

ROSAS


Tinha por hábito dar flores
Flores em forma de beijos
Sementes dos desamores
Contrárias aos meus desejos

Via o dia com muitas cores,
À noite escrevia os meus versos,
Segredos das minhas dores
Amores que me foram adversos.

Hoje, se recordo tudo isto
Isto que revivo e insisto
Nisto insisto e me revejo

Voltaria para dar rosas
Às flores mais preciosas:
Meus filhos e neto que beijo.
(Rogério Martins Simões)




Amigos!!!
Obrigada pela visita!!!
Bjocas!!
Graciela

MAXUEL SCORPIANO


ZAIRA


ZAIRA


ROSANGELA PRADO


ROSANGELA PRADO


ROSANGELA PRADO


PATRICIA



FELIZ PÁSCOA

MULHER RENDEIRA


MAXUEL SCORPIANO


MAXUEL SCORPIANO


MARY


Van


Saudade infinda
Não consigo calar meu coração
a voz chama, grita alucinada
seu nome num lamento...
Lágrimas furtivas, em minha face
encharcam o ar que respiro...
É a saudade, chorando palavras tristes!
Astuta, entrou em meu peito
abriu a janela de minha alma
acendeu a fagulha, fogo da paixão
queima de desejo...
Reascendeu o sentimento adormecido
Dói, é amor!
A saudade que sinto é salgada, maresia
é o som das ondas agitadas no mar
a brisa fresca que acaricia minha pele
lâmina afiada que fere, mas não corta...
É tamanha, que acende a lua, as estrelas
na noite escura, de céu nublado...
Minha saudade é fonte dos desejos
da vontade contida em sentir suas mãos
acariciando meu corpo, seu cheiro másculos
e misturando ao meu, seu beijo ardente
aquecendo-me na madrugada fria...
Saudade infinda de ti!...
(Van)

Valquíria Cordeiro


Angustia
Dentro de mim tem uma dor,
Que parece não ser de amor...
Mas eu confesso...Não nego!
Que não sei ao certo, falar dessa dor.
É um vazio que chega,
Arrasta-me pra solidão...
Um sentimento que divaga,
E confunde meu coração.
Um aperto forte no peito,
Que chega a mexer, com a respiração.
Deixa-me instável e sensível,
A qualquer emoção.
Dentro de mim tem uma dor,
Que busca uma razão.
Uma dor que arde e queima,
E parece não ter explicação.
Essa dor que aqui se alojou,
Parece até que nasceu comigo...
Preciso com ela, aprender a me dar bem,
Já que essa dor, é parte de mim também...
((Valquíria Cordeiro))

A. Estebanez


RAPSÓDIAS DE AMOR CIGANO
(Terceiro fragmento)
Sou pastor de teus sonhos pelo vale de minha
insônia... Nos murmúrios dos rios te conduzo
enquanto é noite ainda... e festejamos a vinda
do amor na aurora que ao amor foi prometida...
Ciranda de quimeras! Teu coração de menina
em meus abraços é o prenúncio de outra vida...
Tu pedirás que eu volte!... E voltarei, querida!
E trôpego já tarde em meus trêmulos sentidos
despertados nos lençóis febris de minha carne
– esse repasto de delírios em amálgama retida...
Ô, quantas horas e dias de exílio se arrastaram
no relógio do tempo que levou a minha vida!...
(A. Estebanez)

A. Estebanez


RAPSÓDIAS DE AMOR CIGANO
(Segundo fragmento)
Querida! eu devo anunciar desatinadamente
a essas vítimas da última tragédia da paixão
– órfãos de afeto e decaídos da esperança–
que o dia por auroras e crepúsculos transita...
Que inerte padecer-me ao sonho derradeiro
seria o derradeiro entardecer de minha vida...
Ah, perdidamente o devo anunciar, querida!
que ainda há esse remoto amor desesperado
resolvido no doce padecer de reencontrar-te
como a flauta encontrada na canção perdida...
Então eu canto e desespero porque a espera
vem do compadecido amor que me convida!
(A. Estebanez)

A. Estebanez


TRÊS GOTAS DE MAR ATLÂNTICO
NAS ÁGUAS DOCES DO PACÍFICO...
(HAIKAIS – 14)
_______________________
Cachoeiras são lágrimas
dos rios que se despencam
dos olhos do céu...
As pedras no prado
são meus rebanhos que dormem
ao canto do vento...
Sertanejos são
asfixiados que aprenderam
a respirar juntos...
_______________________
A. Estebanez(Do livro Tori – no prelo)

OPINE!!!!


Amigos!!!
Ao passarem por aqui...Opine!!!!
Eu vou amar suas visitas....
Comente!!!
Graciela

NIZARDO


ZAIRA


VALQUÍRIA CORDEIRO


MAXUEL SCORPIANO


MAXUEL SCORPIANO


BORBOLETA, BORBOLETINHA,BORBOLETINA, BORBOLETEANDO


Vinda vestida de arco-Íris surge uma menina
Enfeitada e colorida
Que dança no meio das flores
E rouba mel
E sai melada de perfume
Corre para mostrar seus sonhos
Colorida e enfeitada
Esquece seu passado de lagarta
Quer ser atriz de novela
Mas é tão louca
Tão avoada
Transa com besouros
Bebe com insetos
Continua assim
Voando
Por entre flores e quintais alheios
(Carlos Kallil)



CLEUZA


RECEITA DE PÁSCOA
Ingredientes:
- Perdão
- Alegria
- Paciência
- Fé
- Perseverança
- Vontade de Ser Feliz
- Paz
Modo de fazer:
Misture no recipiente bem lavado da sua alma, chocolate, mais perdão e alegria.

Deixe calmamente em banho-maria até que todas as mágoas e rancores sejam depurados.

Espere esfriar um pouco, salpicando perseverança e paciência e despeje nos dois lados do coração.Prepare o seu bombom predileto com recheios de paze vontade de ser feliz.

Desenforme as duas partes moldadas no coração, coloque dentro os bombons, embrulhe com um papel transparente de amizade verdejante e luzente de esperança.

Amarre com fitas prateadas de carinho e mande muitos, muitos, para as pessoas amigas e até para aqueles que não te querem tão bem....

É tempo de redenção!

Prepare já sua receita!

MARY


ANJOS
Perguntaram-me,o que são anjos?
São seres mágicos, puros, perfeitos.
Elos de ligação com o Criador.
Cada pessoa tem seu guardião.
Chamados nos momentos de dificuldade,
estão sempre prontos a interceder
por quem faz a oração.
Aparecem do nada,
nas horas de maior precisão.
- Possuem asas ou auréolas?
São masculinos ou femininos?
Que forma eles têm?
Tem forma de amigo,
telefonam e mandam e-mail
e alguns trabalham comigo.
Se também sou anjo?
Sim, às vezes.
É receita fácil e sem pretensão:
Amar, não ter preguiça de ajudar,
agir com alma, com coração.
(Ana Mello)

Bernadette Moscareli


O som do meu riso
é a canção de ninar
da minha tristeza e
o despertador da minha alegria.
(Priscilla Barbosa)

Rivadávia Leite


VERSOS PARA MINHA AMADA
Ó minha amada estes versos são teus!
É fruto de um sonho que tanto desejei,
Sigo o sendeiro dos ais que são ateus,
No amor sublime que tanto o almejei!
Ó lindos olhos que procuram os meus!
Na esperança sempre de nos encontrar;
Em meus poemas jamais direi o adeus,
À divinal mulher em que pensei amar.
Partilhemos nossas almas em emoção,
De mãos dadas, felizes, vamos cantar!
É festa onírica sob uma álacre canção,
Aos beijos inebriados que vamos trocar;
Nos meus abraços dar-te-ei retribuição,
Para ao pé da cruz esta união consagrar.
(Rivadávia Leite)

POETA MINEIRO


SONHO E TANGO
Queria poder ser o homem,
Que naquele baile conheceu,
Era um tango que tocava,
E teus lábios ardentes ofereceu,
Ambiente festivo e aconchegante,
A meia luz – convidativo para o amor,
Sentir-me-ia um feliz amante,
Aquecer meu corpo, com teu calor,
Calor de amor e carência,
Ânsia de ser amada e amar,
Nos teus olhos denotava inocência,
Com volúpia e sede de entregar,
Como pode? Eu não sei,
Uma bela mulher ser desprezada,
Depois d’uma noite de prazer,
Até a frágil rosa ser jogada,
Oh! Dançarina, minha deidade,
Quanta compaixão trago comigo,
Te amo sim, de verdade,
Tenho no coração teu abrigo.
(Poeta Mineiro)

PATY PADILHA


Instruções para se apaixonar
Encha o peito com mais de trezentos suspiros,
quando estiver bem levinho,
solte as amarrase flutue.
(Rita Apoena)

Vera Estrelaguia



A SEMENTE DO AMOR FOI DADA À TODOS NÓS
MÁS SE NÃO FOR SEMEADA JAMAIS CRESCERÁ
CADA UM DE NÓS RECEBEMOS ESTA SEMENTE PARA PLANTAR
MÁS SERÁ QUE ESTAMOS MESMO SEMEANDO?
QUANTO MAIS AMOR FOR SEMEADO MAIOR SERÁ
A COLHEITA!
VAMOS PLANTAR O AMOR
PORQUE SÓ O AMOR CONSTRÓI.
(AD)

A MORTE DE NOSSOS SONHOS



O primeiro sintoma de que estamos
matando nossos sonhos é a falta de tempo.
As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo.
As que nada fazem estão sempre cansadas.
O segundo sintoma da morte de nossos
sonhos são nossas efêmeras certezas.
Não querendo olhar a vida como
uma grande aventura a ser vivida,
passamos a nos julgar sábios
no pouco que pedimos da existência.
E, assim, não percebemos a imensa
alegria no coração de quem luta.
O terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz.
A vida passa a ser uma tarde de domingo,
sem nos exigir grandes coisas e sem
exigir mais do que podemos e queremos dar.
(Paulo Coelho)