Jamais eu ficaria quieto
sob o teu olhar;
que muito menos quietos,
no direito de ir e vir,
sobre o teu corpo,
seriam os meus olhos lívidos.
Porque sobre mim,
bastam os sons
dos teus vestidos:
já me desvestem a alma.
(Soares Feitosa)
como o temor dos homens,
enrodilhada à porta do Paraíso:
seu venenoso afã
não é propor o fruto proibido
mas, ao contrário, ter
lembrado sempre a medo
o arcanjo com a espada de mil fotos
pronto a expulsaros cobiçosos.
Certo trabalham de comum acordo
essa e a outra
que prepara maçãs para o convite.
Quando ao falado fruto,
a decisão é tua:
tento apenas dizer-te
que as serpentes são duas.
É um não querer mais que bem querer;
É querer estar preso por vontade;
Mas como causar pode seu favor
(O sonêto 11 de Luiz Vaz de Camões,
A inspiração não veio
Perguntei -Oh! Coração
Acontece companheiro
Confesso-te sinceramente
Não fez conta dos velhinhos
Só chorou com que chorava
Pois falou da bíblia aos seus
Meu coração já com descrença
Procurando resposta longa
Vencedor, disse ele,
Eu chorei arrependido
Meu coração chorou também
Perfeitíssima obra onde tudo se equilibra
como subindo no sentido da seiva
espraiar-me nas folhas verdejantes,
espaçado vento repousando em taças,
mão que se alarga e espalma em verde lava,
tronco em movimento enraizado,
surto da terra, habitante do ar,
flexíveis palmas, movimentos,
haustos,verde unidade quase silenciosa.
Amigo agasalha o frio,
- -Deus, porque fizeste a mulher tão bonita?
- Mas então porque a fizeste tão burra? - pergunta o homem.
Como hei-de segurar a minha alma
Eu disse que cantavas no vento
Beijocas!!!!!
Graciela
A justiça retifica,
A sensibilidade do outro nos toca.
"um casal tomava café no dia das suas bodas de ouro. A mulher passou a manteiga na casca do pão e deu para seu marido, ficando com o miolo. Pensou ela: - Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas, amo demais meu marido e, por longos cinqüenta anos, sempre lhe dei o miolo. Mas, hoje eu desejei satisfazer meu desejo. Para sua surpresa, o rosto o marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: - Muito obrigado pelo presente, meu amor. Durante cinqüenta anos sempre quis comer a casca do pão, mas, como você sempre gostou tanto dela, nunca ousei pedir!"(Desconheço a Autoria)
As coisas que não
Não se pode temer
Um pouco de solidão
A única certeza
Devora teu interior
Deixa tua alma nua
De cicatrizes
Não há vida sem dor.
O caminho é turvo,
Recordar perdas
Nunca saberemos
Pois sem escolhas
P.S.: Palavras do Poeta:Querida, raios de luz no teu coração...
bjusss mil.